
No embalo da Automec, a Driv vai abrir o leque de produtos no Brasil para alcançar suas metas de crescimento. Na feira que vai até sexta, 25, em São Paulo (SP), a empresa apresentou mais três marcas para o setor de reposição.
Conhecida por ser a dona da Monroe, a Driv, que faz parte do grupo Tenneco, atua com 30 marcas globalmente. Para cá, começa a trazer a Champion, de velas de ignição, e a Wagner, que produz radiadores, sistemas de ar-condicionado, sensores e limpadores de para-brisas.
Além disso, a empresa começa a operar no mercado brasileiro de reposição com a FP Diesel. A divisão comercializa peças para veículos comerciais, como turbina, bombas d’água, de óleo e de combustível, motor de partida e alternador.
As ambições da Driv para o mercado de reposição
Com este movimento, a Driv, que dobrou seu faturamento no Brasil nos últimos cinco anos, almeja crescimento de 25% no mercado de reposição.
“Estamos trazendo mais marcas e outras linhas de produtos, e aumentando as parcerias com distribuidores, para ajudar a sustentar esse crescimento”, diz Daniel Fabbris, diretor comercial da companhia.
Ao mesmo tempo, a empresa passa a ser uma filial do grupo. O que confere, segundo o executivo, confere mais autonomia nas tomadas de decisões.
A estratégia também passa por investimentos feitos em 2024. A Driv colocou R$ 10 milhões na fábrica de Mogi-Mirim (SP) para aumento na capacidde produtiva de amortecedores.
No começo deste ano houve aportes de R$ 5 milhões também na parte logística. Os recursos foram usados no centro de distribuição de 20 mil m², em 50% de aumento no quadro de funcionários e em softwares.
Empresa quer atuar em todos os segmentos do aftermarket
Com linha Monroe, a Driv diz que atua em todos os segmentos do aftermarket: motos, carros leves e pesados.
Já com a Axios e a FP diesel, inclusive, a empresa passa a cobrir mais de 90% do segmento de pesados. Na Automec, a companhia lançou produtos para encarroçadoras na parte de implementos.
Nesta ampliação da linha de produtos para o mercado de reposição, a Driv vai atuar com parte do portfólio importada.
“Dependendo do volume, podemos nacionalizar em Cotia. Mas o tempo de maturação para isso é de dois anos”, avisa Daniel.
