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Mercado de carros usados registra leve alta na inflação 

Índice aponta tendência de valorização dos veículos de segunda mão para 2026
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Redação AB

07 jan 2026

2 minutos de leitura

O ritmo da inflação no mercado de carros usados registrou leve tendência de alta no fim de 2025. O que sinaliza uma sequência na valorização dos veículos de segunda mão em 2026.

Os dados são do IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados e seminovos. Pelo levantamento, em dezembro a inflação dos carros usados foi de 0,46%, contra 0,39%, em novembro.

Inflação dos carros usados deve seguir em alta em 2026

No acumulado de 2025, o indicador aponta alta de 5,31%. Segundo o BV, isso aponta que o mercado de usados e seminovos permanece aquecido, mesmo com uma desaceleração gradual da economia e com o recuo de preços dos modelos 0 km.

“O índice de dezembro indica a sustentação de uma tendência que se consolidou ainda no segundo semestre de 2025, quando a inflação do carro usado superou a inflação medida pelo IPCA”, afirma Carlos Lopes, economista do banco BV.

O executivo não crava números para 2026. Mas as projeções da instituição financeira são de um mercado de carros usados sustentado pelo desempenho do emprego. Mesmo com o fantasma onipresente da alta taxa de juros. 

“Nossa expectativa é que ao longo de 2026 os preços de usados sigam crescendo, mas em ritmo mais brando, fechando o ano com um avanço menor frente ao observado em 2025″.

Os usados que mais valorizaram

Segundo o IBV Auto, em dezembro a inflação do setor foi puxada principalmente pelos seguintes carros:

  • Toyota Corolla: +0,52%
  • Volkswagen Gol: +0,50%
  • Chevrolet Onix +0,43%

Desvalorização dos elétricos foi de quase 50%

Ainda de acordo com o índice, os veículos elétricos ano 2022 acumularam desvalorização de 47,1% até dezembro de 2025. Na avaliação do banco, efeito direto da queda nos preços dos modelos novos. 

Os híbridos lançados naquele mesmo ano registram queda de 20%, enquanto os carros usados puramente a combustão 2022 apresentam desvalorização média de 12,3% em relação ao valor pago quando zero-quilômetro.