
A Nissan vai realizar 10 mil demissões em todo o mundo. A emissora japonesa “NHK” trouxe a informação nesta segunda-feira, 12.
Caso o número se confirme, a montadora vai cortar aproximadamente 20 mil empregos. Esse volume representa 15% de sua força de trabalho global.
Em novembro passado, a Nissan pretendia realizar 9 mil demissões pelo mundo e reduzir sua capacidade de produção global em 20%.
Nissan faz demissões no mundo após reveses nos EUA e China
A Nissan passa por uma fase bastante delicada desde o fim do ano passado. A montadora está enxugando custos e realiza cortes pelo mundo na tentativa de amenizar a crise.
Os maus resultados na China e especialmente nos Estados Unidos foram determinantes para a crise da Nissan.
O fracasso da Nissan nos EUA passa por dois motivos fundamentais. Além de não ganhar mercado entre os veículos híbridos, a marca perdeu a chance de capitalizar sobre o pioneirismo entre os carros elétricos.
Vale lembrar que a Nissan foi a primeira grande montadora a produzir e comercializar um veículo movido a eletricidade em larga escala – o Leaf.
Na China, a marca pretende reverter a situação com 10 novos modelos nos próximos anos. Alguns deles, como a nova Frontier híbrida plug-in e o sedã N7, foram exibidos no Salão de Xangai.
Resultado do ano fiscal deve ter perda recorde
Desde o anúncio público de que poderia deixar de existir, a Nissan teve uma tentativa quase concluída de fusão com a Honda. O acordo, porém, não saiu por desavenças entre as partes. De lá para cá, a Nissan não iniciou conversas com possíveis interessados.
A Nissan deve divulgar em breve os resultados do ano fiscal, encerrado em março de 2025. A própria montadora revelou que a perda líquida deve variar de US$ 4,7 bilhões a US$ 5,08 bilhões no período.