
A Volkswagen confirmou nesta semana que Tukan será o nome de sua nova picape. O resultado final do Projeto Udara pode estrear ainda em 2026 com a meta de enfrentar a Fiat Toro no segmento de picapes intermediárias.
Só que essa vontade não é de hoje – literalmente. Em 2018, a Volkswagen já tinha seu projeto em fase avançada de desenvolvimento, tanto é que o apresentou no Salão do Automóvel de São Paulo daquele ano. Até nome já tinha: Tarok.
Picape da Volkswagen tinha mesmo tamanho da Toro

A Tarok foi pensada pela engenharia brasileira como um produto para a América do Sul. Tinha 4,91 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 m de altura e uma generosa distância entre-eixos de 2,99 metros. O porte era praticamente idêntico ao da Toro.
Havia soluções interessantes, incluindo uma divisória rebatível entre a cabine e a caçamba. O design seguia o estilo de T-Cross e Taos e ainda tinha novidades que só chegariam às ruas anos mais tarde, como a grade iluminada.
Parecia tudo bem encaminhado para a Tarok. Até chegar a pandemia.
Pandemia suspendeu projeto da picape da Volkswagen

O coronavírus fez milhares de vítimas fatais e forçou o isolamento social para conter seu avanço. Fábricas pararam pelo mundo e as empresas precisaram rever seus planejamentos para não quebrar.
O então presidente da Volkswagen América do Sul, Pablo Di Si, admitiu ao site “Motor1 Brasil” que seria necessário “reavaliar 100% dos investimentos”. E assim o projeto da Tarok foi suspenso por tempo indeterminado.
A picape voltou aos holofotes em 2022, quando foi aventada sua produção na Argentina, onde aproveitaria a base do Taos fabricado em General Pacheco.
Uma nova mudança de planos aconteceria recentemente com o fim da produção do Taos na Argentina, que mudaria seu foco para uma nova geração da Amarok exclusiva para a América do Sul. Com isso, a picape seria produzida no Brasil.
Aporte bilionário e mudanças no projeto viabilizaram a Tukan

O sinal verde para a Tukan surgiu em fevereiro de 2024, quando a Volkswagen somou R$ 9 bilhões a um aporte vigente de R$ 7 bilhões. O aporte total de R$ 16 bilhões prevê o lançamento de 16 novos modelos até 2028. Um deles será justamente a Tukan.
A nova picape, porém, não será idêntica à Tarok de 2018. A principal diferença está na simplificação do projeto. A Tarok era baseada na plataforma MQB que servia aos modelos mais caros da VW, como o Taos. Seria, portanto, um projeto mais refinado e caro.
Agora, a nova picape da Volkswagen aproveitará uma evolução da base MQB A0, hoje utilizada em Polo, Virtus, T-Cross, Nivus e Tera.
É possível, inclusive, que a Tukan estreie a plataforma MQB37, que contempla algum tipo de eletrificação. Neste caso, ela usaria o motor 1.5 TSI Evo, uma evolução do 1.4 turbo associado a um motor elétrico com sistema de 48 volts.
Tukan terá versões de entrada para aposentar a Saveiro
A produção acontecerá em São José dos Pinhais (PR), onde já se produz o T-Cross. A revista Autoesporte afirma que a Tukan terá versões com cabine simples voltada ao trabalho pesado.
A ideia é aposentar a veterana Saveiro, que está nas ruas desde 2009 e, mesmo assim, não só vende bem como teve alta substancial nos emplacamentos em 2025.
