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Entenda o que é antigomobilismo em cinco termos

Segmento que trata de veículos clássicos vive efervescência no Brasil – e é terreno fértil para negócios
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Rodrigo Mora

17 jul 2025

4 minutos de leitura

Tal como automobilismo é a abreviatura para tudo o que se refere a esporte a motor, antigomobilismo representa toda prática ao redor dos veículos clássicos – um segmento em plena ascensão no Brasil.

Desde 2016, quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) reconheceu o veículo antigo como patrimônio cultural da humanidade, a dimensão e a relevância do antigomobilismo nacional elevaram-se.

Carde Museu colocou Brasil na rota do antigomobilismo

A sequência de conquistas e avanços do setor incluem um assento na Câmara Temática de Assuntos Veiculares e Ambientais do Contran, a reedição de um concurso de elegância e o 1º Congresso Brasileiro de Antigomobilismo.

Há oito meses, a inauguração do museu Carde foi um marco reconhecido internacionalmente.

“O Carde é diferente de qualquer outro museu do mundo, pois destaca a história do automóvel contextualizada em seus diferentes períodos através da arte pictórica, da escultura, da arquitetura, do mobiliário antigo e do design. Mas também e sobretudo através da história sócio-política do mundo e do Brasil, graças a fabulosos arquivos projetados para o visitante em gigantescas paredes de LED”, avalia Matthieu Lamoure, diretor-geral da Artcurial Motorcars, uma das principais casas de leilão do mundo.


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O antigomobilismo nacional também é terreno fértil para negócios. Uma pesquisa socioeconômica encomendada pela FIVA (Federation Internationale Vehicules Anciens) e executada pela JDA Research revelou que esse mercado movimentou R$ 32,6 bilhões em 2019.

De acordo com o estudo da consultoria britânica, publicado em dezembro de 2021, o montante é composto por R$ 16,1 bi em gastos com seguros, manutenção, restauração, armazenamento e combustível, entre outros serviços; R$ 12,3 bi em compra e venda de veículos históricos; R$ 3,5 bi em eventos de veículos históricos (hotelaria, alimentação e inscrições) e R$ 768 milhões em gastos indiretos, como mensalidades de clubes, revistas especializadas e souvenirs.

Estes cinco termos também podem ajudar a entender o que é o antigomobilismo:

Clássico

Qualquer automóvel poderá pleitear sua placa preta quando chegar aos 30 anos de idade em bom estado de conservação e originalidade. Contudo, só aqueles com relevância para a história automotiva poderão ser chamados de clássico. É preciso ter sido mais do que um mero meio de transporte. Um Chevrolet Corvette é um clássico; um Chevrolet Celta talvez seja só um carro antigo – ainda que ostente uma placa preta.

Placa preta

O veículo de coleção foi uma das novidades instituídas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em setembro de 1997, e regulamentada meses depois com a Resolução 56, de 21 de maio de 1998, com o intuito de preservar os veículos históricos em suas características originais. Ou seja, ela existe para que os carros que nasceram, por exemplo, sem cintos de três pontos ou retrovisores do lado direito possam seguir rodando hoje sem tais recursos. É também uma espécie de troféu para o colecionador.

Barn find

É um dos termos mais específicos do universo do antigomobilismo, que qualifica carros, tratores, motos ou caminhões abandonados em celeiros (barn, em inglês) ou fazendas, sítios, quintais, garagens… Diga que encontrou um “barn find” numa roda de colecionadores e terá a atenção de todos.

Há centenas de casos, e um dos mais incríveis aconteceu com a Land Rover. Um dos três exemplares do Série 1 exibidos no lançamento, durante o Salão de Amsterdã de 1948, trocou de proprietários inúmeras vezes ao longo da vida até que, em 2016, foi encontrado deteriorado em jardim próximo a Solihull, justamente onde fora produzido décadas atrás. Resgatado, hoje compõe o acervo de modelos históricos da Jaguar Land Rover.

Concurso de elegância

Evento onde veículos escolhidos criteriosamente por especialistas e historiadores de acordo com sua relevância histórica, seu vanguardismo na engenharia e, claro, sua beleza são avaliados. O vencedor é premiado como o “Best Of Show”. Os principais são Pebble Beach, Amelia Island e Villa d’Este.

Matching number

É quando o carro tem os números de fábrica de chassi, motor e câmbio correspondentes. Colecionadores mais puristas não abrem mão de um carro “matching number”, pois um exemplar com câmbio e motor de outro carro pode valer de 20% a 30% menos.

#ABX25 destaca o antigomobilismo

Bom lembrar que o Automotive Business Experience – #ABX25 é o único evento de negócios do setor automotivo com espaço dedicado ao antigomobilismo. Na ocasião, haverá uma trilha específica dedicada ao tema, além da expsição de carros clássicos em homenagem aos 30 anos da AB em parceria com o Carde Museu. Inscreva-se aqui.