
Neste 20 de novembro, dia da Consciência Negra, o setor automotivo tem muito para refletir sobre a presença desse grupo nas empresas do segmento. Mas há também muito a celebrar. É o que indicam os dados da edição mais recente da pesquisa Diversidade no Setor Automotivo.
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Feito por Automotive Business com a coordenação técnica da MHD Consultoria, o levantamento reuniu informações de 63 organizações do segmento. A evolução da presença de pessoas pretas e pardas foi um dos aspectos mais positivos apurados na edição de 2023 do estudo.
A seguir, entenda por que esse salto deve ser celebrado, outras frentes igualmente positivas e quais são as questões preocupantes.
1- Presença negra teve salto no setor automotivo
Em 2023, 33% das pessoas que trabalhavam no setor automotivo se autodeclaravam negras. O porcentual mais do que dobrou na comparação com a pesquisa anterior, feita em 2021. Ainda assim, está abaixo de ser uma representação fiel da sociedade brasileira, que é 56% composta por pretos e pardos.
Além de políticas afirmativas para contratar e reter talentos negros, parte da evolução pode ser explicada por um aumento da autodeclaração desse grupo. Nos últimos anos, com o debate mais aberto sobre raça, muitas pessoas passaram a se entender como integrantes desse grupo.
2- Pretos e pardos ainda distantes da liderança automotiva
Dos negros empregados em empresas do setor automotivo, apenas 0,3% desempenham função de liderança. Normalmente, em uma empresa industrial como muitas do segmento, 3% a 5% dos colaboradores estão em posições de comando – número ainda muito superior ao apurado entre as pessoas pretas do setor automotivo.
Esse grupo tem mais dificuldade de ascensão profissional nessa indústria. Enquanto 12% das posições de gerência são ocupadas por negros, apenas 6% das cadeiras de diretoria contam com pretos e pardos. Na presidência, a participação é ainda menor, de 1%.
3- Só um terço das empresas têm metas para a participação negra
Ainda que o cenário para as pessoas negras seja desigual, apenas 37% das empresas tem metas para contratar e fomentar o crescimento profissional desse grupo. Em 38% das organizações há ações estruturadas para contratar e incluir pretos e pardos.

