
A Tupy inicia as operações da sua planta-piloto de reciclagem de baterias, com capacidade para processar 400 toneladas por ano, o que representa quase mil veículos elétricos.
A unidade da multinacional brasileira de metalurgia está instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. O projeto recebeu investimento total de R$ 45 milhões, com aportes da Tupy e de parceiros estratégicos.
A planta tem caráter demonstrativo e experimental. O objetivo é validar em escala industrial os processos desenvolvidos em parceria com o laboratório de Engenharia da USP, desde 2021.
As baterias são provenientes de doações de empresas do setor de eletrônicos, ligadas à mobilidade elétrica (incluindo fabricantes de baterias e montadoras) e empresas de sistemas estacionários de armazenamento de energia.
Como é o processo de reciclagem de baterias da Tupy
O processo utilizado para reciclagem de baterias é a hidrometalurgia, uma alternativa mais sustentável do que a pirometalurgia, processo tradicional que utiliza altas temperaturas para extrair metais, com elevado consumo de energia e maior emissão de poluentes.
No novo processo a separação dos metais é feita por meio de reações químicas em solução aquosa, em temperaturas mais baixas e com maior eficiência na recuperação de materiais.
Com isso, a hidrometalurgia reduz em até 70% a pegada de carbono em comparação com a mineração tradicional e evita a perda de metais leves como o lítio.
Segundo as avaliações da demanda de energia da Tupy, o novo método já economiza mais de 40% de energia e pode chegar até 60% à medida que avança para escala industrial.
A planta de reciclagem de baterias vai atender tanto o mercado brasileiro, quanto o internacional, com flexibilidade para diferentes tipos de baterias, como carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de armazenamento de energia renovável.