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Abla

Frota de veículos das locadoras cresce, mas renovação deve ficar mais cara em 2025

Aumento do preço dos veículos novos exerce pressão sobre as operações financeiras das empresas, diz Abla
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Bruno de Oliveira

26 nov 2024

2 minutos de leitura

A frota de veículos das locadoras associadas à Abla, a entidade que representa parte do setor no país, deverá encerrar o ano 6,5% maior do que aquela registrada no acumulado do ano passado. O volume segundo a projeção divulgada na terça-feira, 26, é de 6,3 milhões de unidades.

O resultado mostra que os tempos de pandemia ficaram para trás, quando as locadoras se viram na obrigação de tocar o barco com uma frota envelhecida, uma vez que as montadoras, com produção oscilante, não tinham como atender às suas demandas por modelos novos.

O apetite por veículos zero quilômetro, portanto, voltou no setor. As projeções da Abla mostram também que até dezembro devem ser emplacados 620 mil veiculos novos, um volume que superou em 5% aquele visto no acumulado do ano passado.

Ainda que o cenário seja de crescimento, contudo, as locadoras representadas pela associação demonstram preocupação acerca de 2025.

Isso porque automóveis e comerciais leves ficaram cada vez mais caros nos últimos anos, e a tendência deverá seguir no ano que vem. Isso implica na captação de mais recursos para que o processo de renovação de frota, tão estratégico para esse setor, se torne mais oneroso.

“O preço dos veículos aumentou seguindo a inflação, e isso obviamente exerce pressão nos nossos investimentos”, disse Marco Aurélio Gonçalves, presidente da Abla.

Investimentos crescem, já o faturamento…

De acordo com ele, desde 2018 o faturamento do setor é menor do que o volume de investimentos despendido pelas empresas de locação. O que mostra, de certa forma, que há um certo descolamento entre os recursos aportados e as possibilidades de receitas maiores.

Ao longo do ano as locadoras deverão desembolsar R$ 68,7 bilhões na compra de novos veículos, 4,2% a mais do que no ano passado.

Como o volume de dinheiro que sai é menor do que aquele que entra no caixa, as locadoras, portanto, precisam recorrer ao mercado financeiro para angariar os recursos necessários para renovarem suas frotas – já mencionei aqui, mas nunca é demais repetir o quão importante é isso a esses frotistas.

O problema é que o custo do dinheiro no mercado está alto, segundo o presidente da Abla, que citou o patamar atual da taxa Selic como algo que chama a atenção do setor. Se o dólar ficar mais caro do que já está, disse Gonçalves, o custo financeiro ficará ainda maior.

“Nesse caso não terá como não passar o custo para o preço final”, projetou o presidente da associação.

O veículo mais caro levou as locadoras a aumentaram a participação dos modelos compactos em suas frotas, um movimento contrário ao processo de “SUVização” pelo qual passou o setor nos últimos anos. A medida ocorre por conta dos custos de aquisição dos modelos.

A entidade não precisou qual é o tamanho atual da fatia que diz respeito aos modelos compactos na frota total das suas associadas.