
A Federação da Associação de Concessionários de Automóveis (Fada) disse em uma carta ao Ministério das Indústrias da Índia que as saídas repentinas de empresas globais “causam grande angústia”, informou a agência Reuters.
“Temos um plano que garante a continuidade de negócios viáveis para nossos revendedores parceiros”, informou a Ford por meio de comunicado, acrescentando que também está trabalhando com os concessionários para apoiar os clientes existentes.
Os revendedores indianos investiram cerca de 24,85 bilhões de rúpias (ou R$ 1,8 bilhão) nas suas lojas de varejo e dizem que o fim da produção local levará à perda de cerca de 64 mil empregos, informou a Fada. O maior temor desses distribuidores é justamente perder o valor investido com a saída das montadoras – além da Ford, também saíram do país nos últimos anos General Motors e Harley-Davidson.
Outro assunto que movimentou o universo Ford na Índia foi pedido de demissão de Anurag Mehrotra, chefe da operação local da montadora. O executivo, segundo a fabricante, será sucedido por Balasundaram Radhakrishnan, então diretor de manufatura, que cuidará da empresa que agoar se torna apenas um importador.
Assim como fez no Brasil, a Ford decidiu encerrar a produção de veículos e motores na Índia devido prejuízos acumulados naquele mercado. A empresa anunciou no início de setembro que fechará a partir do quarto trimestre suas duas fábricas – em Sanand, onde montava veículos e, em Chennai, onde produzia motores.
Deixarão de ser produzidos em Sanand os modelos Aspire, Figo (versão indiana do nosso Ka), FreeStyle, EcoSport e o Endeavor já em outubro. A fábrica de Chennai seguirá produzindo motores para a picape Ford Ranger até o segundo trimestre do ano que vem. A montadora alega que registrou perdas de US$ 2 bilhões na região nos últimos dez anos.