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Mercado

Ritmo das vendas de veículos indica crescimento em 2025, diz Anfavea

Entidade que representa as montadoras, no entanto, afirma que ainda é preciso ver qual será o comportamento comercial no segundo trimestre
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Bruno de Oliveira

08 mai 2025

2 minutos de leitura

A média diária de vendas vista no quadrimestre indica para a Anfavea que a sua projeção de aumento dos emplacamentos para o ano está próxima da realidade.

O ritmo de licenciamentos, que encerrou o período com 10,4 mil veículos/dia, foi 4,3% maior do que o visto no mesmo período no ano passado.

De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o indicador aproxima a projeção da entidade à realidade do mercado. Pelas contas da associação, as vendas neste ano serão 6% maiores do que registradas em 2024.

“Ainda temos muito trabalho pela frente. Dependendo do desempenho do segundo trimestre poderemos até rever as projeções feitas em janeiro. Mas se continuarmos assim conseguiremos atingir a marca”, disse Calvet na quinta-feira, 8.

Mas o que tem feito o varejo vender mais veículos? Considerando que as taxas de financiamento, que são geralmente atreladas à Selic, são consideradas altas e, portanto, um entrave na busca por mais vendas.

De acordo com a Anfavea, há uma demanda importante no segmento das locadoras de veículos, o que tem incrementado o número final de vendas no balanço.

Pelas contas da entidade, que citou como fonte a Abla, a associação das locadoras no país, um em cada quatro veículos novos licenciados no país neste ano teve como destino a vasta garagem desses frotistas.

De janeiro a abril, as vendas para esse grupo saltaram de 19,3 mil unidades para 49,5 mil unidades, ou 25% do total de veículos leves vendidos no país no quadrimestre.

Por outro lado, o aumento das vendas no mercado interno também se deve, segundo a Anfavea, às vendas de modelos importados no país.

Importações de veículos chineses cresceu no quadrimestre

Os dados da entidade mostram houve um crescimento de 18,7% nas vendas desses modelos no quadrimestre, na comparação com o volume vendido no mesmo período em 2024. Foram emplacadas 150,1 mil unidades.

Cerca de 68,7 mil unidades (+21,5%) vieram da Argentina, principal parceiro comercial do país no setor automotivo. Outro grande volume, 44,1 mil unidades (+28%), vieram da China.

Calvet disse que esse aumento dos volume vindos da China ligam o alerta na indústria nacional porque a ofensiva também produz reflexos na cadeia de suprimentos, uma vez que as peças desses veículos não foram produzidas aqui. Mais um, dentre tantos outros alertas, vindos do oriente.