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Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Acordo prevê redução gradual de tarifas e pode zerar imposto de automóveis e autopeças
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Redação AB

05 mar 2026

2 minutos de leitura

O Senado aprovou por unanimidade o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia, nesta quarta-feira, 4, destravando uma negociação que se arrasta há 26 anos. Para entrar em vigor, deve ainda ser aprovado por todos os países dos dois blocos.

O acordo tem como objetivo a redução de tarifas, a ampliação do acesso a mercados, a facilitação de investimentos e o estímulo ao comércio de serviços entre os blocos econômicos.

Nele, está prevista a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE, com redução gradativa em até 15 anos.

Parceria Mercosul-União Europeia beneficia setor automotivo

O prazo vale para a importação de veículos a combustão pelo Mercosul. No entanto, os veículos elétricos e híbridos têm prazo de até 18 anos para zerar a alíquota – e até 25 anos para os veículos a hidrogênio.

Na exportação, os produtos do setor de automóveis e autopeças do Mercosul passam a entrar na União Europeia com tarifa zero assim que o acordo entrar em vigor.

Juntos, o Mercosul e a UE formam uma das maiores alianças comerciais do mundo, com PIB de aproximadamente US$ 22,4 trilhões e 718 milhões de pessoas.

Atualmente, a UE é o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com US$ 100 bilhões em comércio de bens e leve superávit para os europeus em 2025, segundo dados do Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

Acordo aguarda ratificação dos países

Para entrar em vigor, o acordo depende da confirmação de ratificação pelas partes. No Brasil, com a aprovação no Senado, o texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deve entrar em vigor em 60 dias.

Também precisa ser aprovado pelos demais países do Mercosul: Argentina, Paraguai e Uruguai.

A Comissão Europeia anunciou, na última semana de fevereiro, que pretende iniciar a aplicação provisória dos termos comerciais antes da aprovação final por todos os parlamentos nacionais do bloco.

No entanto, o parlamento europeu enviou o texto para análise da justiça, processo que pode levar até dois anos. Países como França, Hungria, Áustria e Irlanda manifestaram oposição ao acordo.