
A Toyota vai retomar a produção de veículos no país em 3 de novembro, pouco mais de um mês após o vendaval que destruiu parte da fábrica de motores de Porto Feliz (SP).
A produção ocorrerá de forma gradual, e envolvendo apenas os modelos híbridos da sua oferta – Corola e Corolla Cross – nas duas outras fábricas da empresa, em Sorocaba e Indaiatuba, também em São Paulo.
Essa produção será abastecida com motores importados, como antecipou Automotive Business. Os propulsores híbridos serão produzidos no Japão, disse o CEO da companhia, Evandro Maggio, na sexta-feira, 3.
Os motores de combustão – nas versões flex e a gasolina – também serão importados mas desembarcam no país apenas em janeiro, quando será retomada a produção dos demais modelos da oferta da Toyota.
Maggio informou que a retomada da produção de veículos híbridos não envolve o volume que a empresa estava produzindo antes do vendaval, será muito menor.
Essa produção, inclusive, vai envolver equipamento brasileiro, após longo processo logístico e de recuperação de material.
Toyota vai mandar equipamentos para o Japão
De acordo com Maggio, foram contratadas empresas especializadas para retirar o equipamento da fábrica de Porto Feliz e abrigá-los em galpões logísticos na região.
Após recuperação do que foi avariado, processo que será conduzido pela equipe de manutenção da Toyota, alguns equipamentos específicos, sobretudo aqueles ligados aos motores flex, serão enviados ao Japão.
A montadora ainda não conseguiu dimensionar o tamanho dos estragos causados pelo vendaval, mas já é possível deduzir que a reconstrução demandará um novo aporte no país.
“Estamos comprometidos em construir a melhor fábrica de motores da Toyota do mundo agora”, disse Maggio à reportagem da AB, em transmissão online.
O executivo descartou, portanto, um eventual cancelamento da produção local de motores após o evento climático, e afirmou que a nova unidade deverá considerar em seu projeto a ocorrência de intempéries mais intensas.
Layoff será aplicado apenas na fábrica de Porto Feliz
Os funcionários das fábricas de Indaiatuba e Sorocaba retornam às atividades em 21 de outubro, após término das férias concedidas.
Já o quadro de Porto Feliz entram em layoff sem prazo de retorno. Segundo a legislação trabalhista do país, esse período de suspensão dos contratos pode ser de no máximo cinco meses.
A fábrica de Porto Feliz foi inaugurada em 2016 como a primeira planta da montadora na América Latina dedicada exclusivamente à produção de motores.
Com investimento inicial de aproximadamente R$ 1 bilhão, a unidade nasceu com foco em modernização tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade.
Ao longo dos anos, a planta recebeu ampliações e novos investimentos que permitiram a expansão da capacidade produtiva e a incorporação de motores mais modernos.
