
A Toyota confirmou na quinta-feira, 17, a chegada do Yaris Cross na América do Sul. A produção em série do modelo em Sorocaba (SP) começará em outubro, com as vendas iniciando na região em novembro.
O SUV compacto, que terá motor híbrido flex, será construído sobre a plataforma DNGA, desenvolvida pela empresa subsidiária Daihatsu para mercados emergentes. Ela é uma versão simplificada da TNGA, sobre a qual são construídos os modelos Corolla e Corolla Cross.
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O Yaris – hatch e sedã – utiliza uma plataforma mais antiga, também produzida em Sorocaba. Essa base deriva daquela sobre a qual era montado o compacto Etios, já descontinuado pela fabricante.
Este é o primeiro modelo revelado pela montadora que está programado para a região dentro do atual ciclo de investimentos, de R$ 11,5 bilhões.
Yaris Cross é o primeiro da nova ofensiva da Toyota
O segundo modelo ainda está oculto por trás do biombo corporativo, mas o presidente da companhia na região, Evandro Maggi, adiantou que se trata de um “veículo argentino”. É possível que seja a tão esperada picape intermediária da montadora, para brigar no segmento da Fiat Toro.
Afora esses dois modelos inéditos, a montadora também informou que uma nova versão do sedã Corolla será incorporada à gama em setembro. No caso, o Corolla GLi equipado com motor híbrido flex.
Com esta versão, a família Corolla passará a ter opções com motor híbrido em todas as suas versões. No país são vendidas as configurações XEi, Altis Premium, além da própria GLi.
Toyota de olho no IPI Verde
A diversificação da oferta neste momento pode ajudar a Toyota em duas frentes. Além de passar a competir em segmentos onde não atuava antes, mais produtos também desempenham um papel importante em termos fiscais.
Considerando que o IPI Verde vai fazer com que alíquotas maiores do imposto passem a incidir em veículos, digamos, mais poluentes, é importante para as montadoras terem no portfólio modelos mais “limpos”, que possam compensar o aumento do imposto daquelas que são maiores e equipados com motor diesel, por exemplo.
Na lógica da regra, que faz parte do Programa Mobilidade Verde (Mover), Corolla e Yaris pagariam menos IPI do que a picape Hilux e o SUVão SW4.
Com mais versões dos compactos na oferta, a situação fiscal seria mais equilibrada a ponto de manter a viabilidade dos grandões no mercado.
De qualquer forma, o presidente da Toyota disse que a montadora ainda estuda se o melhor caminho daqui pra frente será diversificar mesmo o mix ou apostar em modificações nos veículos maiores.
