
A Turbi começou como uma startup de aluguel de veículos em 2017 buscando ganhar terreno em corridas realizadas na Grande São Paulo. Hoje, a empresa faz movimentos típicos das grandes do ramo de serviços em mobilidade: aumento da frota e aposta no mercado de seminovos. A Turbi, portanto, aspira ser maior do que é.
A companhia verificou que para tal é preciso aumentar o seu raio de atuação para além das regiões onde já tem presença. Mas a expansão pela qual passa agora não é apenas um movimento orgânico. Envolve novas praças, mas, também, adequação da sua oferta de veículos ao público dessas localidades.
“Entendemos que a oferta para a região de Pinheiros e Jardins, por exemplo, tinha que ser diferente daquela para outras regiões, como Osasco, Carapicuíba. São públicos com rendas diferentes, e por isso identificamos oportunidade de mudar o perfil da frota”, disse à AB o diretor de relações com investidores, Eduardo Portelada.
O plano levou a empresa a captar recursos no mercado. Composição de frota é um dos movimentos mais dispendiosos de uma operação como a da Turbi – grandes locadoras, como Localiza e Unidas, por exemplo, abriram o capital na Bolsa de Valores para acessar o dinheiro necessário para comprar dezenas de milhares de carros todos os anos.
Arranjo com Itaú por R$ 156 milhões

No caso da Turbi, que ainda não tem fez o seu IPO, mas estuda a possibilidade, a opção foi recorrer aos bancos de varejo em busca de recursos para renovação de frota. Após uma articulação financeira envolvendo o banco Itaú, a compahia captou R$ 156 milhões para executar a compra de novos veículos.
Com isso, a sua frota circulante saltou de 5,5 mil veículos para 7 mil, os quais já estão em operação. Este volume, segundo Portelada, é composto em sua maioria por modelos compactos para antender clientes de outras regiões mais distantes em São Paulo com um preço mais acessível.
Mas assim como as rivais gigantes, a Turbi não quer compor a sua receita apenas com o aluguel de veículos. Quer também explorar outros negócios que orbitam em torno da plataforma veicular, alguns deles mais rentáveis do que o aluguel puro e simples.
Turbi expande lojas para vender seminovos
É o caso da desmobilização de ativos, ou a popular venda de veículos seminovos da frota. A Turbi já tem duas lojas próprias de venda de seminovos em São Paulo e projeta a abertura de mais uma unidade na capital ainda em 2025.
A venda de seminovos já responde por cerca de 30% da receita da companhia. Em 2024, vendeu cerca de 1,3 mil veículos. Para este ano, a expectativa é ultrapassar a marca dos 2 mil carros.
Se as vendas derem mais tração ao negócio, Portelada conta que há uma possibilidade, ainda em estudo, de se criar um modelo de franquia envolvendo lojas de seminovos. “Um diferncial nosso frente a concorrência seria a qualidade do veículo, com a desmobilização ocorrendo por meio do tempo e não da quilometragem rodada”, contou.
