
A Uber vai demitir cerca de 3.300 funcionários, ou 10% da sua equipe global, no maior corte de pessoal promovido desde a época da pandemia de Covid-19. O objetivo é enfrentar melhor a crescente concorrência dos táxis robôs, especialmente os da Waymo.
Segundo a Reuters, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou em comunicado aos funcionários na quarta-feira, 2, que os cortes vão reduzir níveis hierárquicos, diminuindo a complexidade organizacional que hoje é um obstáculo à tomada de decisões.
Com a reestruturação, a Uber vai reduzir em 20% o número de funcionários situados sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do CEO, além de cortar pela metade o número de equipes com um ou dois subordinados diretos.
A empresa também vai limitar os postos totalmente remotos a cerca de 1% do quadro de funcionários, mantendo a política presencial de três dias por semana. No fim do ano passado, a Uber tinha cerca de 34 mil funcionários em todo o mundo.
Para defender sua posição, a Uber planeja investir mais de US$ 10 bilhões em táxis autônomos nos próximos anos.