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Veículos elétricos perdem espaço para os híbridos na Europa

Mercados do continente registram aumento da demanda por eletrificados em movimento parecido com o que ocorre nos EUA
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Fernando Miragaya

26 abr 2024

2 minutos de leitura

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A confiança nos carros elétricos (VEs) está em xeque também na Europa. Levantamento aponta que a procura por veículos híbridos cresceu em mercados do continente bem mais do que o ritmo de demanda por automóveis puramente movidos a bateria.

O estudo da Jato Dynamics aponta que no primeiro trimestre deste ano foram licenciadas mais de 382 mil veículos híbridos em 28 países europeus. Este foi o maior número de vendas da categoria na União Europeia (UE) desde 2021. 


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O número representa mais de 18% de crescimento em relação ao mesmo período de 2023. Já os VEs cresceram 3,8%, enquanto o mercado geral de 0 km evoluiu 4,8% na mesma base de comparação.

Em relação ao primeiro trimestre 2022, o crescimento é ainda mais expressivo dos veículos híbridos em 2024: mais de 50%, contra 39% dos puramente elétricos e de 23% do mercado geral de carros novos.

Veículos híbridos são mais baratos e menos dependentes

Os número sinalizam um movimento parecido com o que ocorre nos Estados Unidos. Lá, a desconfiança com os VEs e a insatisfação com a rede de carregamento fez vários consumidores migrarem dos veículos elétricos para os híbridos.

Em seu relatório, a Jato credita o sucesso dos veículos híbridos na Europa também à “tradição” maior desse tipo de modelo. Mas não descarta a questão da infraestrutura em relação aos elétricos, tampouco a questão do custo.

“Os consumidores estão familiarizados com os veículos híbridos, que estão no mercado há mais de duas décadas. Para muitos condutores, são agora a melhor opção: mais baratos que os VEs e não dependem de infraestruturas de carregamento públicas que simplesmente não existem em muitos mercados”, afirmou a consultoria.

Nos quatro maiores mercados europeus, o preço médio dos veículos híbridos em fevereiro de 2024 era 11% inferior ao da gasolina – aqui, contam também os carros híbridos-leves – e 21% menor que os carros com motor diesel. Em contrapartida, os híbridos plug-in (PHEVs) eram os mais caros, negociados a uma média de € 74 800.

“Os carros híbridos têm uma vantagem sobre os VEs porque são autocarregáveis e são, em média, 27% mais baratos que um modelo elétrico. Por que você pagaria mais por um veículo que é mais limitado em termos de autonomia e carregamento?”, questionou a Jato em seu relatório.