
Os números de novembro ainda nem estão fechados, mas a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) já comemora o resultado do ano. Segundo Roberto Cortes, CEO da companhia, houve aumento na produção, na participação de mercado e, ainda, na lucratividade.
“Não podemos dar detalhes porque o balanço do Grupo Traton ainda não foi divulgado, mas melhoramos o nosso resultado”, disse o executivo, em almoço com a imprensa na quinta-feira, 28.
O evento marcou ainda a celebração dos 45 anos de trajetória do executivo na empresa, com um total de 55 anos de carreira.
Resultado recorde na Fenatran
Sem dar tantos detalhes, Cortes apresentou o resultado da companhia entre janeiro e outubro. O CEO disse que a companhia elevou em mais de 40% a producao de fábrica de Resende (RJ).
Ainda assim, o aumento não deve ser o suficiente para alcançar ocupação máxima dos dois turnos que a empresa tem rodando ali atualmente.
“Nessa condição, temos capacidade para chegar a 65 mil veículos por ano. Número que não vamos alcançar”, contou.
Ele diz que esse movimento é essencial para a reabertura do terceiro turno de produção na planta fluminense. O que garantiria capacidade de 100 mil unidades anuais.
Em relação às vendas, Cortes destaca que houve expansão de 35% na demanda por chassis de ônibus até o fim de outubro, com a conquista de dois pontos percentuais de participação de mercado. Já entre os caminhões o resultado cresceu 43%, com ganho de 0,6 ponto de market share.
O executivo admite que a Fenatran, salão de caminhões que aconteceu no começo do mês, deve dar bom impulso ao resultado. Segundo ele, a movimentação de pedidos foi recorde.
“Resta saber o que vai se transformar em negócio, de fato.”
VWCO otimista para 2025
Com tudo isso, Cortes exercita o seu conhecido otimismo ao traçar o panorama para 2026.
“Temos os frotistas, com muitos veículos envelhecidos, voltando às compras. Também há expectativa de nova safra recorde no agronegócio, além dos bons sinais do governo com o Mover – Mobilidade Verde e Inovação“, enumera.
O próximo ano também pode ser agitado para a conclusão do plano de investimento de R$ 2 bilhões, iniciado em 2021. O fim do aporte deve abrir margem para o debate de um novo montante destinado à operação local.
