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Volkswagen não arrisca com a Amarok, mas tenta petiscar

Autorama fala sobre a estratégia da marca em apenas remodelar a picape, do C3 que virou o turbo mais barato do país e conta como o posto deixou de ser o lugar apenas para encher o tanque
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Fernando Miragaya

26 ago 2024

3 minutos de leitura

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A indústria automotiva vive com uma planilha aberta. Todos movimentos no setor são norteados pelo quanto vai se gastar em equações que podem definir o futuro de um veículo. Isso vale para um carro que certamente vai ter volume para brigar pela liderança, como especialmente para uma incógnita como a Volkswagen Amarok.

Pois bem, a fabricante alemã tinha a opção até de fabricar uma segunda geração de sua picape média por aqui. Inclusive, com a partilha de custos com a Ford, já que ela seria feita sobre a mesma base da segunda geração da Ranger feita em General Pacheco, na Argentina.


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Noves fora os imbróglios com a montadora estadunidense, o fato é que aquela planilha salta aos olhos ainda mais quando se fala de um veículo que jamais empolgou nas vendas como a Volkswagen Amarok. Apesar das virtudes e qualidades, a picape média é apenas a sexta – e última – em licenciamentos na categoria.

No Autorama Podcast eu falo sobre como essa questão também influenciou a Volkswagen a apenas remodelar a Amarok em vez de arriscar uma grana em um modelo que não é garantia de que vai viver dias melhores. Porém, também detalho o que mudou na picape – e o que pode fazê-la vender mais.

O turbo mais barato do mercado… até quando?

Se por um lado a Volkswagen pena para vender a Amarok, do lado da Stellantis a Citroën tira lições preciosas com sua parceira de grupo Stellantis. A marca francesa segue direitinho a cartilha da Fiat de criar versões mais baratas para se destacar em um segmento.

É o caso do Citroën C3, que ganhou motor 1.0 GSE para ser o carro turbo mais barato do mercado. De quebra, também virou o automático mais acessível. Mas isso por tempo limitado e eu explico mais detalhadamente lá no episódio.

Régua lá no alto

Quem não quer ser mais barato em nada é o novo SUV da Hyundai. O primeiro produto importado pela marca sul-coreana para o Brasil sem as amarras do Grupo Caoa entrou em pré-venda: o SUV Palisade que custa quase meio milhão de reais.

Muito além de encher o tanque

O programa também tem entrevista exclusiva com Rafaella Gobara, diretora de marketing da Ipiranga, que fala sobre a transformação do posto de combustível. Segundo a executiva, hoje tais estabelecimentos têm de agregar serviços para se inserirem no contexto da mobilidade.

Quer saber mais? Clica no programa e divirta-se.

Saudações automotivas.



             Fernando Miragaya é jornalista especializado em automóveis, editor de soluções de conteúdo da Automotive Business e apresenta o Autorama Podcast desde 2018.

*Este texto traz a opinião do autor e não reflete, necessariamente, o posicionamento editorial de Automotive Business