
Como forma de recuperar o crescimento e ampliar a participação de mercado, a Volvo anunciou que lançará 13 modelos até 2030. A medida surge como uma estratégia para driblar a queda das vendas da marca na China ao mesmo tempo em que enfrenta as tarifas americanas.
A montadora sueca vai lançar seis novos modelos para a China e outros sete para o mercado ocidental. Os lançamentos incluem veículos elétricos e híbridos e a meta é que, com isso, a margem de lucro sem considerar impostos supere 8%, ante 3,5% em 2025.
Modelos serão adaptados a cada região
Francesca Gamboni, chefe da cadeia de suprimentos da marca, disse a analistas e investidores que a empresa desenvolverá modelos grandes para os EUA, modelos pequenos e médios para a Europa e modelos de porte médio para a China.
Hoje, a Volvo enfrenta um momento delicado, tendo que separar as tecnologias ocidentais e chinesas para continuar vendendo nos Estados Unidos, onde a Polestar, sua marca irmã, foi impedida de vender veículos novos a partir do ano-modelo 2027. Além disso, tem tido dificuldades para atingir metas de rentabilidade devido às tarifas, à menor demanda por seus modelos elétricos e aos elevados custos de desenvolvimento de veículos.
Além do lançamento de 13 modelos, uma outra medida para recuperar o crescimento da Volvo está relacionada às parcerias com concorrentes. Gamboni afirmou que a empresa está disposta a fabricar carros para outras montadoras em duas fábricas: em Chengdu, na China, e em Ghent, na Bélgica.
Montadoras buscam estratégias para enfrentar avanço das chinesas no mercado
A Volvo não é a única montadora que tem procurado alternativas para enfrentar as dificuldades de crescimento diante das quedas de vendas na China e da expansão global das montadoras chinesas, que tem aumentado a concorrência.
A alemã Volkswagen também tem se preparado para uma reestruturação intensa de suas operações, com cortes de empregos e possíveis fechamentos de fábricas na Europa. A Jaguar Land Rover, por outro lado, também anunciou recentemente que vai reduzir o quadro de funcionários diante da alta concorrência.
O diretor de estratégia e produtos da Volvo, Michael Fleiss, afirmou que, ao contrário de seus concorrentes, a Volvo não tem planos de fechar nenhuma de suas fábricas.