logo

lubrificantes

YPF ganha segunda chance nas mãos da Usiquímica

Após aquisição dos direitos sobre a marca no país, empresa investirá R$ 120 milhões na fábrica de Diadema
Author image

Bruno de Oliveira

25 fev 2025

2 minutos de leitura

A brasileira Usiquímica deu uma espécie de segunda chance à argentina YPF no mercado brasileiro ao adquirir a licença da marca na região, onde atua com o lubrificante Elaion.

A YPF já tentanva aumentar a sua participação por aqui com uma operação própria de produção e distribuição do produto.

Mas nem o aumento da capilaridade da rede de distribuição, nem a assinatura de um contrato de primeiro enchimento na Volkswagen, fizeram a empresa aumentar a sua participação para além da fatia de 1,74% registrada em 2023. Em 2020, chegou a 1,84%.

Com a mudança de presidente na Argentina – com uma agenda econômica voltada para a exploração de gás e, em determinado momento, até para a privatização da petrolífera – a marca YPF optou por retroceder nas pretensões para o Brasil, tornando-se um ativo, digamos, disponível no mercado.

Usiquímica adicionou YPF ao seu portfólio

Eis que no fim do ano passado, a Usiquímica arrematou a licença de exploração da marca por aqui, na esteira de um planejamento que tinha como ideia central ampliar a sua participação no segmento automotivo.

De forma que a empresa agora detém os direitos sobre duas marcas de lubrificantes no país. Além da YPF, controla também a distribuição de óleos Valvoline.

Os planos para ambas as marcas envolvem incremento de produção e proximidade com montadoras (OEM).

No caso da YPF, a empresa investiu R$ 120 milhões, com capital próprio, na modernização da fábrica instalada em Diadema (SP), onde são produzidos e envazados os óleos Elaion.

Valvoline volta ao segmento de OEM em 2026

Já no caso da Valvoline, a empresa está prestes a fechar contrato de primeiro enchimento com uma montadora local a partir do ano que vem.

Segundo Osvane Lazarone, diretor comercial da companhia, este fornecimento envolve uma gama de modelos da montadora que será equipada com uma nova família de motores.

Este não será o primeiro negócio envolvendo OEM com a marca Valvoline. Os motores diesel Cummins, por exemplo, indicam em manual o uso do óleo Valvoline no Brasil e no exterior.