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Anfavea cobra previsibilidade na transição do setor automotivo

Em evento de 70 anos da entidade, presidente Igor Calvet afirmou que Brasil pode liderar nova fase global se tiver previsibilidade e regras claras
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Natália Scarabotto

05 mai 2026

2 minutos de leitura

Igor Calvet, presidente da Anfavea, pede previsibilidade (Foto: divulgação)

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, enfatizou que o setor automotivo vive um momento de profunda transformação e o Brasil tem capacidade de liderar essa transformação global se tiver previsibilidade e regras claras.

A declaração foi feita pelo representante das montadoras com fabricação local durante a solenidade de comemoração dos 70 anos da entidade, realizada na manhã da terça-feira, 5, no Senado.

“Mobilidade, sustentabilidade e tecnologia hoje caminham juntas e, mais uma vez, o papel do Estado e, em especial, do Poder Legislativo, será decisivo”, disse o presidente da associação.

Para isso, ele afirmou aos deputados e senadores presentes a necessidade de marcos e regras atualizadas que garantam condições para que o Brasil siga competitivo.

“O investimento industrial exige horizonte, estabilidade e confiança. É a previsibilidade que tanto falamos e que, em grande medida, é construída nesta casa com a capacidade dos senhores de ouvir e equilibrar múltiplos interesses.”

Anfavea vê Brasil como protagonista na transição do setor

Calvet apontou, ainda, que a transição energética já é uma necessidade e o Brasil pode liderar essa transformação.

“O Brasil tem hoje uma base sólida para liderar a nova fase do setor automotivo, onde a transição energética não é mais algo desejável, mas sim uma necessidade. Temos uma indústria estabelecida, conhecimento em biocombustíveis, matriz energética limpa e, sobretudo, temos a nossa gente que trabalha.”

Para justificar a necessidade de melhoria da competitividade, a Anfavea apresentou números que mostram a relevância regional da indústria automotiva brasileira.

Entre os 10 maiores fabricantes do mundo, o Brasil produz entre 2,3 e 2,5 milhões de veículos por ano, representando de 60% a 70% da produção da América Latina. Além disso, o país tem 53 fábricas de veículos, mantém cadeia de produção de autopeças, centros de pesquisa e inovação, e já aprimorou tecnologias inovadoras, como o uso do etanol e o motor flex.

Além da Anfavea e dos parlamentares, também estiveram presentes na solenidade representantes de montadoras e associações, como Abla (locadoras), Sindipeças, ABVE (carros elétricos), e representantes da Argentina, Guiné, Hungria e Suécia.