
A Anfavea, entidade que representa parte das montadoras com produção local, revisou pela segunda vez as suas projeções para o ano sobre produção, vendas e exportação de veículos.
O novo quadroindica elevação do volume de produção e dos emplacamentos de veículos leves na comparação com a sua última projeção divulgada, em junho. As exportações, por outro lado, devem cair ainda mais do que o previsto anteriormente.
De acordo com a nova projeção, divulgada na quarta-feira, 7, a produção de veículos em 2026 deve crescer 6,7% em relação ao ano anterior, com um volume de 2,822 milhões de unidades. Na projeção de junho, a Anfavea apostava em alta de 5,8%.
A projeção de produção de veículos leves também foi elevada de 6,5% para 7,6%. A de pesados, por outro lado, foi revisada para baixo, de -6% para -8,2%.
No caso dos emplacamentos, a entidade aumentou a projeção de alta de 12%, em junho, para 15,2%. A de veículos leves, especificamente, aumentou de 13% para 16,4% ante 2025.
Mas nem tudo são flores. A segunda revisão da Anfavea derrubou ainda mais os volumes totais das exportações e o desempenho do segmento de pesados.
Os embarques deverão cair 17,7% na comparação com o volume registrado em 2025, somando 435 mil unidades. Na projeção anterior, a queda observada era de -12,8%. Os embarques de leves deverão cair 17,6%, segundo a nova projeção. Em junho, o palpite era de -12,9%.
No caso das exportações de modelos pesados, a previsão da Anfavea indica retração de 18,7%, chegando a 27,2 mil unidades. Na projeção de junho, a queda indicada era de -11%.
A retração nos pesados também é vista na produção (de -6% para -8,2%) e nos licenciamentos (de -6% para -6,5%).
Com redução da Selic, segmento de pesados pode melhorar
No cenário econômico, a expectativa da Anfavea é a de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha uma leve queda de 1,86% este ano. O presidente da entidade, Igor Calvet, explicou que são os estímulos fiscais que impulsionam o crédito e a renda, dando suporte ao consumo.
Também devido a esses estímulos, a taxa de desemprego deve se manter no mesmo patamar de 2025, alcançando 5,5%, segundo a projeção da associação.
O patamar de juros (Selic), por outro lado, segue elevado, com 13,75%, um recuo menor do que o esperado pelo mercado na projeção feita pela entidade no início do ano, que era de 14%.
“É ainda um patamar bastante elevado, mas que sinaliza para o ano que vem uma melhora sobretudo para destravar o mercado de pesados”, informou Calvet.
