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Após fusão, Revo Carbon quer dobrar faturamento

Empresa de blindagem e adaptação de veículos militares e civis também quer expandir para mercados externos
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Fernando Miragaya

01 abr 2025

3 minutos de leitura

GWM Tank 300 nem foi lançada e já está blindada no estande da Revo Carbon na LAAD 2025 / Foto: Fernando Miragaya/AB

A fusão entre a Revo e a Carbon abriu a frente de negócios das duas companhias. A nova empresa passa a atuar nas áreas de blindagem de veículos militares e de forças de segurança, e também no segmento civil. Desta forma, almeja quase dobrar seu faturamento nos próximos anos.

A estimativa para 2025 é chegar a R$ 800 milhões de receita com as duas empresas juntas – só a Carbon faturou por volta de R$ 500 milhões em 2024.

“Dentro do nosso planejamento estratégico, queremos chegar a R$ 1,5 bilhão de faturamento nos próximos três anos“, confirmou Flávio Padovan, CEO da Revon e agora presidente executivo da nova empresa.

Negócios complementares entre Revo e Carbon

Em entrevista à Automotive Business durante a LAAD – maior feira de segurança e defesa da América Latina que acontece até sexta, 4, no Rio de Janeiro (RJ) -, o executivo destacou como a fusão entre Carbon e Revo ampliou e complementou os negócios.

“Na Revo é um negócio B2B, basicamente com montadoras ou empresas que fazem negócios com órgãos públicos e algumas locadoras”, explica.

“A Carbon é B2C, usa rede de concessionárias, é homologada por montadoras e é a maior blindadora civil do mundo”, completa Padovan.

O executivo não fala em investimentos com a nova operação. Ao que tudo indica, a nova empresa não deve mexer muito no modelo de negócio doméstico – ao menos, por enquanto.

Revo e Carbon têm plantas fabris em São Paulo

Hoje a Carbon, além de ter pontos nas concessionárias das marcas em que é homologada, tem um show room e uma central de assistência técnica no Rio.

Em São Paulo (SP), onde está a sede, são seis pontos de venda próprios, uma assistência técnica, além de três fábricas de vidros e uma de mantas.

Do lado da Revo, são duas plantas no interior de São Paulo. A fábrica de Tatuí, além da blindagem e transformação de veículos, faz toda a parte de luminosos (giroflex etc), chicotes elétricos e partes metálicas (peitos de aço, para choques de impulsão etc).

Em Sorocaba também são feitas blindagens nível militar e as finalizações dos veículos. Ao todo, a capacidade da Revon nas duas plantas é de 2.400 unidades por mês. Com a Carbon, a empresa chega a uma capacidade total superior a 37 mil veículos/ano.

Com isso, a companhia quer expandir as homologações junto às montadoras. Hoje são 6: General Motors, Toyota, JLR, BYD, GWM e Volvo.

No caso da GWM, a propósito, a Revo Carbon mostrou na LAAD um Tank 300, jipão híbrido 4×4 que ainda será lançado em abril, blindado e adaptado para forças de segurança – modelo que está na foto que abre essa matéria.

Já em relação à marca sueca, a Carbon é a blindadora oficial global da Volvo. E exporta os veículos blindados para a matriz.

Com base nesse know how, a Revo Carbon quer ampliar mercados internacionais. A empresa já mapeia países na América do Sul e na Europa para oferecer serviços de blindagem civil e militar de veículos.

Como será a fusão entre Revo e Carbon

O protocolo de intenções para a fusão entre Revo e Carbon foi assinado noa última semana de março. Ambas empresas serão acionistas e o negócio tem o suporte da Reag, gestora e administradora de investimentos privados.

Ao todo, as duas empresas reúnem 1.700 funcionários e têm uma área industrial de 137 mil metros quadrados.

Em 2024, só o mercado de blindagem civil de veículos alcançou 34 mil unidades, alta de 17% em relação a 2023, segundo dados da Abrablin, associação que reúne as blindadoras.