
Até quem é fã da Audi talvez não se lembre do A2. O revolucionário monovolume estreou na Europa em 1999 e foi um fracasso comercial, especialmente por causa de seu custo elevado devido à carroceria feita de alumínio.
Quase três décadas depois, o Audi A2 volta à cena como o carro elétrico de entrada da marca. Com lançamento previsto para o fim de 2026, o modelo terá preço inicial de 38.350 euros.
Pode não ser barato, mas o novo A2 terá argumentos interessantes para fisgar o consumidor. Um deles será a autonomia: dependendo da versão, ele poderá rodar mais de 600 km sem recarregar.
Audi A2 terá mais de 300 cv

O Audi A2 usará motores elétricos síncronos de ímãs permanentes e terá quatro níveis de potência: 170 cv, 190 cv, 231 cv e 326 cv.
Na configuração mais potente, o carro precisa de 5,7 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 200 km/h. As demais opções são limitadas a 160 km/h, com tempos de 0 a 100 km/h em 8,8, 7,9 e 7 segundos, respectivamente.
Três opções de bateria e alcance acima de 600 km
Haverá três opções de bateria com capacidades de 52 kWh, 61 kWh e 84 kWh. As duas primeiras unidades têm células LFP (lítio-ferro-fosfato), enquanto a bateria de 84 kWh utiliza células NMC (níquel-manganês-cobalto).
O alcance (ou autonomia) varia de acordo com a versão:
- 170 cv: bateria de 52 kWh e 423 km
- 190 cv: bateria de 61 kWh e 515 km
- 231 cv: bateria de 84 kWh e 646 km
- 326 cv: bateria de 84 kWh e 630 km
A recarga rápida em corrente contínua (DC) vai a 183 kW nas versões mais potentes. Dessa forma, para recarregar de 10% a 80%, bastam de 24 minutos a 29 minutos, de acordo com a versão.
Design moderno e aerodinâmico

Assim como seu antecessor, o Audi A2 é um crossover com ares de minivan. Tem 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura e 1,55 m de altura, com uma distância entre-eixos de 2,77 metros.
O design segue a nova identidade visual da Audi, especialmente na dianteira. As luzes diurnas afiladas ficam em posição mais alta, com o conjunto óptico “camuflado” na larga grade frontal.
O teto com uma queda suave em direção à traseira é outra referência explícita ao primeiro A2. Atrás, as lanternas horizontais reforçam a sensação de largura.
Existe uma preocupação grande com a aerodinâmica que extrapola as linhas básicas do carro. As maçanetas externas, por exemplo, foram substituídas por pequenos puxadores posicionados na base das janelas.
Essa solução é uma das que contribui para que o Audi A2 tenha um coeficiente de arrasto de apenas Cx 0,24 – o melhor entre todos os compactos da marca.
Cabine bem acabada e com telas grandes

O interior tem acabamento com tecido e materiais macios. O quadro de instrumentos, que a Audi chama de Virtual Cockpit Plus, tem 11,9 polegadas.
Já a central multimídia exibe suas funções em uma tela curva de 12,8 polegadas. Há recursos de inteligência artificial e funções conectadas.
A alavanca do câmbio, por sua vez, foi posicionada na coluna de direção para abrir espaço entre os bancos dianteiros.
O porta-malas tem capacidade para 396 litros, indo para 1.336 litros com o banco traseiro rebatido. As versões de 231 cv e 326 cv ainda têm um porta-malas dianteiro (conhecido como frunk) de 13 litros.