
O volume total de recursos liberados pelos bancos das montadoras para financiamento, no primeiro trimestre, chegou a R$ 57,7 bilhões. O resultado representou retração de 4,3% ante aquele desembolsado no mesmo período em 2024.
Os dados são do balanço da Anef, a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, que também utiliza números do Banco Central.
Consumidor está mais sensível ao custo do crédito
Para Enilson Sales, presidente da entidade, os juros altos refletiram nesse resultado.
“Embora a carteira de financiamento tenha aumentado, o valor médio por operação sofreu redução, impactando no total de recursos liberados. Isso reflete um comportamento mais cauteloso do consumidor, que está cada vez mais sensível ao custo do crédito”, disse Sales.
“Em vez de comprometer uma parcela maior da renda com prestações longas e pesadas, ele opta por financiamentos menores, veículos mais acessíveis”, completou o executivo, em nota.
Para os próximos meses, Sales avalia que o mercado não deve ter grande oscilação. No início do ano, a Anef projetou para 2025 um aumento de 8,5% no total de recursos liberados, com R$ 297 bilhões.
“Ainda é cedo para se falar em reavaliação. Vamos manter o que está projetado”, contou Sales.
O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), modalidade com maior representatividade no mix de modalidades de financiamento, também apresentou queda no trimestre: foram R$ 57,1 bilhões em 2025, contra R$ 60,1 bilhões em 2024, redução de 4,9%.