
A fábrica da BYD instalada em Camaçari (BA) ganhou mais corpo com a conclusão das obras de áreas produtivas importantes, no caso, as áreas de estamparia, soldagem e pintura. Ali, por ora, estão sendo realizados testes já com funcionários. A operação regular começará pra valer em dezembro, segundo a fabricante.
A reportagem de Automotive Business visitou o complexo industrial na quinta-feira, 29. A área de armação de cabines já conta com braços automatizados para realizar as soldagem de componentes. Nesta área da fábrica, por volta de 700 funcionários estavam envolvidos nas atividades em caráter de teste.
Já na área de pintura, cerca de 400 funcionários realizavam procedimentos com carrocerias do SUV compacto Atto2, recém-lançado no mercado nacional. Algumas carrocerias da picape BYD Mako também passaram por ali enquanto a reportagem visitava o local. O modelo ainda não entrou em produção regular na unidade.
Considerando também a estamparia, o quadro de funcionários em atividades em todas essas áreas novas do complexo de Camaçari é formado por 7 mil trabalhadores. A parte dele que já atua na produção regular da fábrica, a qual envolve os modelos Dolphin Mini, Song Pro e Atto 2, opera em dois turnos montando 700 unidades por dia.
Até o momento a BYD investiu R$ 11 bilhões na fábrica, que teve a sua área construída saltando de 334 mil metros quadrados para 900 mil. O valor do aporte é mais do que o dobro do valor anunciado anos atrás pela empresa para erguer o empreendimento, cerca de R$ 5,5 bilhões.
BYD quer comprar complexo portuário
Enquanto a BYD se esforça para finalizar o complexo industrial, ela também trabalha em outras frentes importantes, como a atração de fornecedores para a região e, também, a aquisição da estrutura portuária próxima à fábrica que seria estratégica para a montadora começar a exportar veículos para a América do Sul.
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente da companhia na região, o valor de investimento anunciado pela companhia no país não contempla a compra do porto. No entanto, o executivo confirmou que há a intenção de fechar o negócio em breve.
Sobre a cadeia local de fornecedores, o executivo contou que atualmente há 150 empresas homologadas. “Vamos estimular que venham para Camaçari. Eles são necessários para que possamos atingir um nível mais alto de conteúdo nacional em nossos veículos”, comentou.
A empresa trabalha com a meta de chegar a 50% de conteúdo nacional em seus carros até janeiro do ano que vem, contou Baldy.