
A Volvo anunciou na quinta-feira, 11, o maior investimento da sua história no país: R$ 2,5 bilhões que serão aplicados até 2028 em melhorias na fábrica de Curitiba (PR) e em atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Segundo Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da montadora, tais melhorias vão ajudar a companhia a reduzir o custo de produção, que aumentou nos últimos anos. Serão instalados equipamentos mais modernos na área de solda, por exemplo.
Com a manufatura mais eficiente, a Volvo pode aumentar seu fôlego no mercado local, que apresentou quedas nos volumes de modelos pesados e, por isso, impôs uma série de desafios para a empresa em termos comerciais.
Inibiram o processo de renovação de frota nos clientes de pesados fatores como juros altos, queda do frete no agronegócio e, claro, preço. Cavalcanti reconhece que o tíquete dos caminhões aumentou no mercado doméstico, o que ajudou a aumentar a idade média da frota dos clientes.
“A estimativa é de que os pesados na frotas estão 3 ou 4 anos mais velhos, um nível histórico. Os clientes passaram a comprar menos caminhões por causa das condições econômicas”, disse o executivo na quinta-feira, 11. “O conteúdo de peças importado, cotado em euro, também ficou mais caro e refletiu nos preços”, completou.
O cenário levou a companhia a projetar um mercado total de caminhões menor em 2026. A expectativa é que, neste ano, o mercado encolha entre 5% e 10% para todas as marcas, mantendo o ambiente de queda registrado em 2025.
Apesar do panorama adverso no mercado em 2025, a Volvo encerrou o ano na liderança em caminhões acima das 16 toneladas, com 20.053 caminhões licenciados. De acordo com dados da Fenabrave, a associação que representa o varejo automotivo, esse resultado garantiu à marca fatia de 23% do mercado.
Mais uma vez, a empresa conseguiu emplacar um de seus modelos na liderança do ranking de vendas. No ano passado, o Volvo FH 540 foi o caminhão pesado mais vendido do Brasil pelo sétimo ano consecutivo, com 5.403 emplacamentos.
