
A queda abrupta vista nas vendas e na produção de caminhões no país já afeta os empregos na indústria. Segundo a Anfavea, a associação que representa as fabricantes com operação local, o setor perdeu 180 vagas desde o segundo semestre do ano.
“As empresas adotaram diversas medidas nos últimos meses para preservar os empregos, como concessão de férias coletivas, mas o número de vagas hoje é menor do que antes na indústria de pesados”, disse o presidente da entidade, Igor Calvet, na quarta-feira, 8.
Até setembro, a produção de caminhões somou 98,6 mil unidades, 4% a menos do que no mesmo período no ano passado. As vendas, no mesmo período, somaram 84 mil unidades, queda de 7,7%.
No caso dos modelos pesados, a produção recuou 17% no acumulado do ano até setembro, com 49,6 mil unidades fabricadas no período.
Ao longo do ano, as principais montadoras do segmento promoveram alguma medida de ajuste nas linhas para a nova realidade produtiva do país.
A Scania concedeu férias coletivas em São Bernardo do Campo (SP) e a Volvo reduziu o ritmo da sua fábrica instalada em Curitiba (PR).
Cenário de produção é positivo no segmento de ônibus
A produção de chassis de ônibus, por outro lado, cresceu 13,5% no acumulado do ano até setembro, ante o volume produzido em igual período no ano passado. Saíram das linhas nos nove meses 24 mil unidades.
Apenas em setembro, a produção chegou a 2,7 mil unidades, 28% a mais do que setembro do ano passado e 6,6% acima do resultado de agosto.
