
A Ford considera o desenvolvimento de um motor híbrido flex para aplicação em veículos destinados ao mercado brasileiro. Uma possibilidade impensável há alguns anos, quando a montadora decidiu dedicar os seus recursos para veículos puramente elétricos.
De acordo com o CEO da empresa na região, Martín Galdeano, a empresa voltou a cogitar o motor híbrido flex em sua oferta. Ainda que não exista, segundo o executivo, um prazo para que a montadora torne isso uma realidade comercial.
“Não descartamos a possibilidade. Temos um time no centro de engenharia da Bahia que é especialista em etanol, em motores flex. Profissionais que trabalham hoje em homologação dos veículos importados e, também, em projetos globais envolvendo esses temas”, contou o CEO na terça-feira, 10.
“Já temos veículos híbridos, precisamos ver como será o mercado daqui pra frente”, completou Galdeano, que assumiu a posição em janeiro de 2024 sucedendo a Daniel Justo, que foi transferido para Detroit (EUA).
Ford promete 10 lançamentos para 2025
Atualmente a empresa tem um line-up na região formado por modelos a gasolina, híbridos e elétricos. Porém, a Ford não tem nenhum híbrido flex, tendência já vista no país e que tende a tomar mais corpo na esteira do Programa Mover e suas metas de descarbonização da frota.
De concreto mesmo, por enquanto, é o planejamento que envolve 10 lançamentos em 2025 na região. O primeiro deles: uma versão do Mustang equipada com câmbio manual.
Galdeano não precisou, na oportunidade do anúncio, quais serão os demais modelos. Ou pelo menos os segmentos aos quais pertencem.
O que sim, disse, foi que será um mix envolvendo versões renovadas de modelos que já são vendidos no Brasil e, também, carros inéditos no mercado nacional.
Aumento nas vendas
Enquanto prepara o terreno para a nova gama, a Ford comemora os resultados obtidos na região ao longo de 2024.
Em termos de vendas, a companhia deve fechar o ano com um volume 22% maior no Brasil, na comparação com 2023. E 70% maior na América do Sul, também comparando com a mesma base.
Galdeano afirmou que a vertical de serviços também cresceu em volume e receita. Porém, não comentou as cifras.
O executivo se limitou a dizer que a engenharia nacional da montadora, que exporta serviços de pesquisa e desenvolvimento para outras unidades Ford no mundo, atende hoje 30% do total de projetos globais da fabricante.
