
A Geely registrou crescimento expressivo do lucro no segundo trimestre, sustentado principalmente pelo avanço das exportações. O desempenho das vendas internacionais ajudou a montadora a compensar a desaceleração da demanda em seu mercado doméstico. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou mudanças em sua estrutura de liderança, com a saída de Li Shufu da presidência do conselho.
O fundador da Geely foi indicado para o posto de presidente honorário vitalício. Segundo a companhia, a nova função permitirá que ele concentre mais atenção em outros negócios e participe do processo de planejamento da sucessão. Ele, porém, continuará à frente do conselho da Zhejiang Geely Holding Group, controladora do grupo automotivo.
As mudanças foram anunciadas junto com os resultados financeiros do segundo trimestre. Entre abril e junho, o lucro líquido da Geely chegou a 4,9 bilhões de yuans (US$ 727 milhões), avanço de 36% sobre o mesmo período do ano anterior.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, entretanto, o lucro líquido recuou 1,8%, para 9,09 bilhões de yuans (US$ 1,35 bilhão).
Geely amplia exportações para compensar mercado chinês
Diante da perda de ritmo do mercado chinês, a Geely vem direcionando esforços para ampliar sua atuação internacional. A montadora elevou em 23% sua meta de exportações para 2026, para 920 mil veículos.
O movimento acompanha o desempenho registrado pela empresa no primeiro semestre. As exportações mais que dobraram na comparação anual e alcançaram 474.228 unidades, conforme comunicado divulgado anteriormente pela companhia.
Enquanto isso, as vendas de veículos na China diminuíram 20% entre janeiro e junho. Para o ano inteiro, a Associação de Automóveis de Passageiros da China (CPCA, na sigla em inglês) projeta retração de 14% no mercado.
A expansão internacional também inclui novos acordos industriais. Em julho, a Geely fechou uma parceria para compartilhar a capacidade produtiva da fábrica da Ford em Valência, na Espanha, que opera abaixo de seu potencial.
No Brasil, a companhia também prepara uma nova etapa de expansão. A previsão é iniciar a produção local do crossover compacto EX5 e do hatch EX2, conhecido como Xingyuan na China, por meio de uma joint venture com a Renault.