
Fazia tempo que a fábrica da Renault Geely em São José dos Pinhais (PR) não ficava tão agitada. A planta recebeu novas máquinas e processos para atender ao plano de lançamentos das duas marcas no biênio 2026-27.
O Complexo Industrial Ayrton Senna recebeu investimentos de R$ 3,8 bilhões. Parte dos recursos foi para a plataforma GEA, que vai abrigar a produção do Geely EX5 EM-i, SUV híbrido plug-in que acaba de estrear – ainda importado.
Qual é o segundo carro da Renault Geely?
A produção em CKD começa no terceiro trimestre. A primeira carroceria do SUV, inclusive, já foi feita e agora a linha de montagem passa por validação de processos industriais.
Essa mesma arquitetura GEA vai dar vida a um outro carro da Geely. Especulou-se muito sobre o elétrico EX2, mas este parece estar fora dos planos, ao menos por enquanto.
A Renault não confirma nem nega nada. Outras especulações recaem sobre um SUV compacto híbrido para ficar abaixo do EX5 e brigar com modelos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.
CKD com processos locais
O que as fontes ouvidas fazem questão de frisar é que a produção no Paraná não será um CKD básico, com a simples montagem dos kits. A promessa é de processos locais que serão usados na produção dos modelos.
Isso porque a Geely pode se valer das prensas e da cabine de pintura, por exemplo, que a Renault já tem em São José dos Pinhais. Inclusive, novos robôs de pintura da Dürr foram adquiridos para a planta.
Com isso, processos de estamparia também serão feitos lá. Oficialmente a Renault Geely diz que detalhes sobre a estratégia industrial serão informados mais para a frente.
Renault terá arquitetura eletrificada
Para a Renault, o segundo semestre reserva a atualização de um carro do portfólio. Diz-se, inclusive, que pode ser o Kardian, lançado em 2024, para ver se as vendas do crossover compacto dão uma animada.
Em 2027, a planta paranaense vai receber uma nova arquitetura eletrificada. Esta vai servir a um modelo Renault, provavelmente um SUV para ficar abaixo do Duster e com motor híbrido flex.
Sobre o volume de produção, a Renault não dá muita conversa. A fábrica tem capacidade para 380 mil unidades/ano e opera com 60% dessa capacidade em dois turnos.
Segundo Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely, com os investimentos, hoje a planta é capaz de se adequar rapidamente às demandas do mercado.
“Temos a fábrica mais flexível da Renault no mundo. Nosso processo integrado vai nos permitir ter flexibilidade e agilidade”, afirmou.
