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Grupo Sada fará reciclagem de veículos em Minas Gerais a partir de 2026

De olho no crescimento desse mercado, empresa diversifica negócios com a criação da Igar
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Bruno de Oliveira

21 ago 2025

3 minutos de leitura

Planta de reciclagem de veículos do Grupo Sada em Igarapé

Mais um player surge no mercado de reciclagem de veículos no país. A partir do primeiro semestre de 2026, o Grupo Sada vai prestar o serviço em uma unidade do seu novo braço de negócios, a Igar, instalada em Igarapé (MG).

Será em uma área de 80 mil metros quadrados que esta nova empresa vai processar por ano até 300 mil veículos em final de ciclo de vida, transformando a sucata em receita.


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Mais uma dentre as diversas que o grupo acumulou em quase 50 anos no mercado – negócios que envolvem o transporte de veículos em cegonhas, venda de caminhões, produção de autopeças e de etanol de milho são alguns exemplos dentro do setor automotivo.

Como será a reciclagem de veículos do Grupo Sada

O modelo de negócio da Igar consiste em obter no mercado veículos sinistrados, separar e destinar os materiais para compradores.

O vidro, por exemplo, seguirá para empresas que beneficiam o material. Os plásticos e borrachas têm valor como combustíveis em fornos.

A capacidade de processamento da unidade Igarapé fica entre 100 e 120 toneladas por hora. O pátio pode acomodar até 1.245 veículos que chegarão ali para serem reciclados.

A empresa disse que investiu R$ 200 milhões na nova frente de negócios. Bom lembrar que o descarte de veículos tem atraído as atenções de muitas empresas interessadas ns benefícios concedidos pelo Programa Mover.

Na primeira quinzena de agosto, Stellantis anunciou sua entrada no ramo das peças remanufaturadas com a unidade de negócios Circular Autopeças. A Renova, do Grupo Porto, também atua nesse mercado, assim como a Octa.

Igar pode virar fornecedora de serviços de reciclagem de veículos

No caso da Igar, a empresa no futuro pode se configurar em uma espécie de fornecedor para outras companhias que pretendem entrar no ramo da reciclagem de veículos, mas que não dispõe de estrutura sufiente para tal.

A complexidade do processo de descarte é tamanha que são necessários equipamentos robustos para executá-lo – da sangria dos fluidos do veículo, separação de materiais e, por fim, a sua destruição total e uma espécie de trituradora de proporções dantescas.

Nem todas empresas iniciam nessa área com escala suficnte para justificar o investimento e equipamentos.

A Igar, por outro lado, conta com a escala que o seu grupo controlador proporciona com os seus mais diversos negócios. Daí a crença da empresa de que poderá, no futuro, prestar serviço para outras empresas no mercado da reciclagem veicular.

Esse segmento, inclusive, aguarda regulamentação do Programa Mover para deslanchar. Ainda são desconhecidas as regras que vão definir certificação das companhias e como serão calculados os incentivos que serão concedidos às empresas do segmento.

“O ministério da indústria não quer criar um novo modelo de negócio no país, mas uma nova indústria. O Brasil estava ficando para trás em termos de reciclagem, e por isso há esse viés desenvolvimentista em torno do tema”, disse Ricardo Ramos, diretor de novos negócios.