
O T2 é um dos carros mais chamativos da linha de produtos da Jetour. Apesar de interessante, muito se falou sobre o fato dele ser um veículo 4×2 – contrariando a valentia sugerida pelo visual parrudo.
Agora essa proposta se torna realidade com a estreia do T2 4×4, que chega às concessionárias de olho em um nicho no qual o GWM Tank 300 já atua.
A Jetour aposta no preço como um dos diferenciais. O T2 4×4 custa R$ 349.900. Entretanto, os primeiros 599 carros terão valor especial de R$ 339.900. Esse desconto pode fisgar quem faz parte de um nicho dentro do mercado de SUVs: aqueles que usam o carro 4×4 como se deve.
“Daqueles que têm um (veículo) 4×4, 90% não usam em condições extremas. E entre os 10% restantes que o fazem, ¼ deles possui conhecimento em off-road”, afirmou Henrique Sampaio, diretor de marketing e produto da Jetour Brasil.
Funções do Jetour T2 vão além da tração 4×4

Deve ser por isso que o T2 é lotado de assistências eletrônicas que facilitam a vida do motorista.
O seletor de modos de condução inclui um no qual o próprio veículo “decide” quais recursos utilizar de acordo com as condições do piso. Opções não faltam, já que existem modos pré-estabelecidos para alguns cenários recorrentes no off-road.
O Jetour T2 4×4 tem uma função chamada Tank Turn (a mesma de seu rival da GWM), a qual reduz o raio de giro do veículo em até 20% por meio do travamento das rodas traseiras.
Quase 600 cv

O novo SUV da Jetour é um híbrido plug-in – como o Tank 300. A diferença é que o modelo da GWM acaba de ganhar a tecnologia flex.
No T2, o conjunto engloba um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm e três motores elétricos. Os dois motores dianteiros entregam 102 cv e 17,3 kgfm e 122 cv e 22,4 kgfm, respectivamente. Já o motor traseiro rende 238 cv e 31,6 kgfm.
A Jetour não divulga números de potência e torque combinados – apenas números somados. Desta maneira, o T2 4×4 tem 597 cv e 91,7 kgfm. A marca informa aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos.
Acabamento sofisticado e bom desempenho

Meu primeiro contato com o Jetour T2 4×4 aconteceu em uma viagem entre São Paulo e Bragança Paulista. Durante o trajeto, duas virtudes chamaram atenção: o ótimo acabamento interno e o bom desempenho.
A cabine é muito bem montada e usa materiais de qualidade em todas as partes visíveis. Até as áreas sem revestimento em couro são emborrachadas. Ao contrário de alguns carros chineses, o SUV usa cores mais sóbrias bem ao gosto tradicional (leia-se careta) do brasileiro.
O T2 se mostrou muito confortável em toda a viagem. A posição elevada de dirigir proporciona ótima visibilidade para o condutor e os passageiros desfrutam de bastante conforto. Quem viaja no banco da frente, inclusive, tem um apoio para as pernas semelhante ao das poltronas de classe executiva de avião.
Apesar de ter quase 600 cv, o T2 não tem o comportamento nervoso que a cavalaria sugere – pelo menos não o tempo todo. Dá para andar tranquilamente nos modos de condução mais adequados à cidade, embora é bom saber que é possível realizar ultrapassagens e retomadas de velocidade sem esforço.
Vendas em alta e fábrica no Brasil
A Jetour está há menos de um ano no Brasil, mas os resultados já começam a surgir. A expectativa é fechar 2026 com mais de mil unidades vendidas – um número razoável pelo tamanho da operação até agora.
A marca também quer ampliar a rede de concessionárias. Atualmente formada por 57 lojas, a empresa projeta encerrar o ano com 102 pontos de venda.
A empresa também não vai poupar dinheiro nos invstimentos. Até agora, a Jetour já aplicou R$ 40 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. A meta é investir um total de R$ 150 milhões até o fim de 2027, incluindo aí o desenvolvimento de motores flex.
No total, a marca investirá R$ 400 milhões até o fim do ano que vem. Esse montante não inclui os preparativos para produção local, que está nos planos.
