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Mercado aquecido impulsiona expansão da produção de motos em Manaus

Ampliação conta com chegada de fabricantes e novos investimentos de montadoras para o aumento da capacidade produtiva

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Karen Sousa

13 jul 2026

3 minutos de leitura

Marcos Bento, presidente da Abraciclo: polo de Manaus está se estruturando para atender demanda maior (foto: divulgação)

As empresas que formam o Polo Industrial de Manaus (PIM), o principal na fabricação de motocicletas do Brasil, se preparam para expandir diante do crescimento constante das vendas no mercado doméstico.

“O polo está cada vez mais se preparando e se estruturando. Tem a instalação de novos fabricantes e também aqueles que já estão lá, que têm anunciado investimentos para a expansão da capacidade produtiva”, disse Marcos Bento, presidente da Abraciclo, que é a associação que representa as fabricantes com produção nacional.

Ele explicou que a ampliação tem sido constante e acredita que novos investimentos e chegada de novos players representam uma adequação das linhas para suprir as demandas do mercado de motocicletas.

“Demonstra realmente essa maturidade do mercado e que estaremos com o polo de duas rodas preparados para se houver mais necessidade de aumento de investimento para garantir o abastecimento do mercado brasileiro e também de exportação”, contou Bento na segunda-feira, 13.

A produção de motocicletas tem crescido gradativamente e as expectativas do setor são de ultrapassar a marca de 2 milhões de unidades produzidas até o fim de 2026. Esse aumento na produção, segundo o Marcos Bento, pode ser justificada pela alta demanda, que vem se expandindo desde o período de pandemia.

“Com a pandemia, começou a crescer bastante. O delivery impulsionou o mercado de motocicletas, então nós tivemos altas sucessivas no período pós-pandemia. No ano passado a gente atingiu 1.980.000 de unidades e entre os principais fatores tem a aceleração do delivery”, explicou.

No entanto, a maior demanda pelos serviços de entrega não é o único motivo que leva ao crescimento do setor. Entre os fatores, destacam-se questões de custo-benefício da motocicleta, como preço de aquisição do veículo, facilidade de deslocamento e preço de combustível e estacionamento.

“É um conjunto de fatores. O primeiro comprador, por exemplo, está procurando por isso. Normalmente é um jovem, com o primeiro emprego, que quer utilizar a moto para deslocamento urbano, ir para a faculdade e usar também para trabalhar. É uma série de fatores, então é o primeiro comprador, o perfil de renda, o delivery e por último tem um fator muito importante que é o crescimento do público feminino”, completou o presidente.

Move Brasil pode influenciar no crescimento do mercado

As operações do programa Move Brasil destinadas aos mototaxistas e entregadores de aplicativos também é um dos fatores que pode contribuir para manter o mercado de motocicletas aquecido. Com o início adiado para 27 de julho para a conclusão de testes tecnológicos e melhoria do sistema, as empresas fabricantes de motos esperam um impacto positivo.

O presidente da Abraciclo disse que ainda não há um número exato de crescimento esperado, mas que o programa pode ser um fator relevante para a chegada de clientes. “Nossa expectativa é positiva, é um público que utiliza muito a motocicleta, então a gente espera que o programa seja um sucesso”, completou.