
Setenta anos de presença industrial deixam marcas que vão muito além de fábricas, caminhões e ônibus. No caso da Mercedes-Benz do Brasil, a história construída desde 1956 pode ser contada também por uma série de números que dimensionam o tamanho da operação criada pela companhia no país nessas sete décadas.
No período, a montadora produziu mais de 2,5 milhões de caminhões e ônibus. As vendas acumuladas dos dois segmentos superam 2 milhões de unidades. A empresa também construiu uma operação relevante voltada ao exterior, com cerca de 300 mil caminhões e mais de 260 mil ônibus exportados ao longo da história.
Os veículos fabricados no Brasil, de acordo com a montadora, chegaram a 120 destinos internacionais, consolidando o país como uma das principais bases industriais da empresa para veículos comerciais na região. Atualmente, os produtos brasileiros são exportados para cerca de 50 países.
A história industrial começou em 28 de setembro de 1956, quando foi inaugurada a fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Naquele momento, a Mercedes-Benz colocou em produção o caminhão L 312, conhecido como “Torpedo”, e o chassi de ônibus LP 312.
Mais de 2,5 milhões de veículos produzidos
Desde então, a operação brasileira passou a fabricar diferentes gerações de veículos comerciais, acompanhando a evolução do transporte de cargas e passageiros. Em 2014, a Mercedes já havia alcançado a marca de 2 milhões de veículos comerciais produzidos no Brasil, sendo aproximadamente 1,37 milhão de caminhões e 630 mil ônibus. De lá para cá, a produção acumulada continuou crescendo até superar os 2,5 milhões de unidades.
No segmento de ônibus, a empresa atingiu em 2026 outro marco histórico: 800 mil unidades produzidas no país, considerando chassis e os antigos monoblocos.
560 mil veículos exportados
A vocação exportadora também acompanha a história da Mercedes-Benz brasileira praticamente desde o início. As primeiras exportações ocorreram ainda nos anos 1960. Somados, os embarques acumulados chegam a cerca de 300 mil caminhões e mais de 260 mil ônibus, totalizando aproximadamente 560 mil veículos comerciais enviados ao exterior.
No caso dos ônibus, a montadora informou que os primeiros embarques ocorreram em 1961, quando 550 monoblocos O 321 foram enviados para a Argentina. Ao longo das sete décadas seguintes, a companhia atendeu mais de 100 países com chassis de ônibus produzidos no Brasil.
A operação de exportação também ajudou a transformar a fábrica brasileira em uma plataforma internacional dentro da estrutura da companhia. Em 2016, por exemplo, a Mercedes-Benz contabilizava cerca de 432 mil caminhões e ônibus exportados em seus primeiros 60 anos no País.
De modelos leves a extrapesados
Outro número ajuda a contar a evolução da gama. Ao longo da história, a Mercedes-Benz produziu 52 modelos de caminhões e 32 de ônibus no Brasil, abrangendo diferentes aplicações de transporte.
Entre os caminhões estão famílias que se tornaram conhecidas no mercado brasileiro, como Accelo, Atego, Axor, Actros e Arocs. Juntas, elas cobrem aplicações que vão da distribuição urbana ao transporte rodoviário de longa distância, passando por construção, mineração e operações severas.
Nos ônibus, a gama brasileira avançou por segmentos como micro-ônibus, transporte urbano, rodoviário e fretamento, escolar e veículos elétricos.
A evolução também pode ser observada pela potência dos motores. Ao longo dessa trajetória, a produção brasileira passou por propulsores que vão de 156 cv a 510 cv, além de diferentes gerações de transmissões e outros componentes desenvolvidos ou produzidos localmente. A própria fábrica de São Bernardo do Campo ganhou importância estratégica por concentrar, além da produção de caminhões e chassis de ônibus, a fabricação de agregados como motores, câmbios e eixos.
Mais de 20 mil funcionários no auge
O tamanho da operação também pode ser medido pelo número de pessoas envolvidas na produção. A Mercedes-Benz chegou a ter mais de 20 mil funcionários no Brasil no auge de sua operação, por volta da década de 1970. Atualmente, o efetivo é de aproximadamente 7,7 mil colaboradores.
A redução do número de funcionários ocorreu em paralelo a uma transformação da indústria, com maior automação, digitalização e ganho de produtividade. A empresa inaugurou, em 2018, uma linha de caminhões dentro do conceito de Indústria 4.0 e, em 2019, avançou para uma nova linha de produção de cabinas. Em 2020, colocou em operação uma fábrica 4.0 de chassis de ônibus.