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Montadoras tiram o pé nas projeções de vendas de veículos para 2025

Volumes de emplacamentos esperados para o ano agora são menores do que aqueles antevistos pelas empresas no começo do ano
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Bruno de Oliveira

07 ago 2025

2 minutos de leitura

A Anfavea, que é a entidade que representa as montadoras no país, revisou para baixo sua projeção de emplacamentos de veículos para o ano.

A associação projeta vendas totais da ordem de 2,765 milhões de unidades, o que representará, caso o cenário se concretize, alta de 5% ante as vendas realizadas no ano passado.

A projeção anterior das montadoras, divulgada no começo do ano, era mais otimista. Crescimento de 6,3%, com 2,8 milhões de unidades emplacadas.


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Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, a nova projeção leva em consideração a expectativa de um PIB menor no ano e, também, o crédito que continua caro em função da atual taxa básica de juros, a Selic.

Tudo isso junto, portanto, levaria a um cenário de vendas não tão alto como as montadoras esperavam no começo do ano.

O Programa Carro Sustentável, em vigor desde o final do mês passado, incrementou as vendas no mês em pouco mais de 16%, mas segundo a Anfavea não tem forças para sustentar projeções de vendas de veículos maiores.

“O programa tem um número limitado de modelos, e essa limitação impediu a revisão para cima”, disse Calvet na quinta-feira, 7. “A instabilidade nos machuca. Os juros, nos matam”, completou.

A projeção de vendas foi reduzida nos segmentos leve e pesado. Se em janeiro as montadoras esperavam vendas de leves 6,6%, agora a projeção indica uma alta menor de 5,6%.

No caso dos pesados, por outro lado, a projeção caiu de crescimento de 1,2% para queda de 5,1%.

Exportações em alta em 2025

A projeção envolvendo as exportações, no entanto, foi revisada para acima do patamar antevisto no começo do ano pelas montadoras. O crescimento de 7,5% foi alterado para 38,4%, somando 552 mil unidades embarcadas.

A projeção para a produção se manteve inalterada, com alta de 7,8% ante o volume produzido no ano passado, somando 2,7 milhões de unidades.