
Como é viajar e morar dentro do novo Nissan Kait? Essa é uma experiência única que o casal aventureiro Camila Martins e Guilherme Knabben conta após percorrer 12 mil km viajando de Florianópolis (SC) até a Patagônia chilena.
Os viajantes e produtores de conteúdo (conhecidos como ‘Estica e Dale’ nas redes sociais), retornaram ao Brasil na semana passada e contaram sobre essa experiência de um mês pelo extremo sul do continente.
Camila e Guilherme realizam expedições de carro pela natureza desde 2022 e já exploraram diversos lugares como deserto do Atacama, Ushuaia, e toda a Cordilheira dos Andes a bordo de um Kicks.
Desta vez, o escolhido foi o Kait para percorrer a Carretera Austral, no Chile. O SUV compacto virou um “Kait Home” com uma cama adaptada no banco traseiro e no porta-malas, um pequeno fogareiro, xícaras, travesseiros — e muitas histórias.
Eles percorreram quilômetros de estrada, terrenos de pedras e até rios para chegar em locais totalmente isolados na natureza onde pudessem dormir e acordar para desfrutar paisagens extraordinárias que viraram “o quintal de casa”, como descreve Camila.
Por que ir de Nissan Kait e não com um motor home?
“Por que não viajar com um motor home?” Essa é a pergunta que o casal Estica e Dale mais recebe nas redes sociais ou dos curiosos pelas ruas. E a resposta é simples: só um carro compacto consegue entrar nos lugares inóspitos na natureza que eles amam desbravar.
“A gente fez a cama no Kait porque é um SUV compacto, mas espaçoso. Ele tem uma versatilidade em estradas de asfalto, mas também em estradas mais complicadas que mesmo sendo um carro mais baixo e compacto consegue entregar”, afirmou Camila.
Esse espaço interno foi o principal motivo para a escolha do SUV da Nissan. “Nossa prioridade quando compramos o carro foi entender o quanto de espaço ele tinha para caber nossas coisas e porque o Guilherme tem 1,80 metro de altura, para ele dormir e se acomodar”, disse Camila.
Apesar disso, morar no carro não deixa de ter os seus perrengues, como não poder sair na chuva, enfrentar as baixas temperaturas durante a madrugada sem aquecedor e até “torcer para o motor ligar quando está muito frio”, disse Guilherme.
Como é dormir no Kait home
Para a expedição, o Kait não passou por nenhuma modificação mecânica. As alterações feitas foram apenas internas para adaptar a cama, sem nenhuma perfuração no carro.
Para isso, os bancos traseiros foram removidos e substituídos por uma estrutura de madeira e um colchonete modulado em quatro partes, tudo sob medida, para formar uma cama quando esticados até o porta-malas.
Na hora de dormir, a cama é montada em poucos minutos e as malas são realocadas para os bancos da frente. O processo é bem simples, só fica difícil se tiver muito frio ou chuva lá fora.
“Aí a gente monta ainda mais rápido”, ri Camila. “O Guilherme precisa ficar em um cantinho do carro e eu, como sou menor, tenho mais mobilidade pra ajeitar a cama nesses casos.”
Quando a cama não está sendo usada, a estrutura de madeira e o colchonete viram um banco traseiro e o bagageiro fica livre para as malas.
Tecnologia e versatilidade na estrada

A viagem pela Carrera Austral tem grande parte do trajeto de asfalto, mas alguns terrenos são desafiadores.
“Em uma expedição como essa a versatilidade do carro chama atenção porque a gente passou por estradas normais, de terra, por cima de pedras, terrenos escorregadios de gelo, por dentro de rio… e o carro se portou muito bem em vários terrenos, com as devidas proporções, claro”, disse Guilherme.
Em tecnologia, os recursos de assistência ao motorista foram elogiados, principalmente a frenagem automática. “Fez muita diferença para a gente que dirige muitos quilômetros na estrada ter esse sistema de alerta de aproximação e freio automático. Já desvia ali e segue o caminho normalmente”, disse Camila.
Além disso, ela citou o assistente de condutor. “Inclusive o carro em um momento mandou um alerta de que deveríamos parar para tomar um cafezinho, pois identificou sinais de cansaço na dirigibilidade por estar saindo um pouco da faixa.”
Quando a estrada vira estilo de vida
Para botar o pé na estrada, Camila deixou a carreira de odontologia. Atualmente é fotógrafa e se dedica aos conteúdos do Estica e Dale. Já Guilherme concilia as expedições com a profissão de fisioterapeuta esportivo em campeonatos.
Foi nas expedições de carro, entre paisagens extraordinárias, músicas da Rita Lee e conversas sobre as profundezas da vida, que o casal aventureiro encontrou uma forma diferente de viver e se conectar. Entre uma viagem e outra, eles retornam para casa, mas é na estrada que se sentem mais livres.
“A nossa vida é o movimento”, disse Camila. “Quando a gente está na natureza parece que tudo se silencia e a gente consegue se escutar muito mais, entender o que nos motiva. É trazer o que tem de mais orgânico dentro da gente. E a natureza nos ensina o tempo todo o que vai acontecer. A gente planeja, mas quem dita o nosso ritmo o tempo todo é a natureza.”
Para os aventureiros, ainda há mais coisa a ser explorada no Kait – e isso deve ficar para as próximas expedições. Ainda não tem data, nem destino definido, mas o casal Estica e Dale promete novas aventuras a bordo do Nissan e compartilhar tudo nas redes sociais.