logo

carros esportivos

Um dia no parque de diversões sobre rodas montado pela Audi

AB participou do Drive Experience da marca alemã no campo de provas da Pirelli e ficou com gostinho de quero (muito) mais
Author image

Fernando Miragaya

31 out 2025

5 minutos de leitura

Os Audi RS3 Sedan prontos para a “brincadeira” no Circuito Pan Americano

Para quem gosta de carro, poder dirigir em um circuito fechado sempre faz as sobrancelhas eriçarem. Mesmo para quem cobre o setor há 25 anos, como esse que vos escreve, é difícil conter o entusiasmo. E essas sensações sobraram durante o mais recente Audi Drive Experience.

Por mais que acelerar diferentes e instigantes carros da marca alemã naquelas condições não reflita o uso majoritário cotidiano de boa parte de quem compra o veículo, é uma diversão garantida poder explorar as capacidades e os limites dos modelos em um ambiente controlado, com áreas de escape e todo o aparato de segurança.

Disposição contida pelo carro madrinha…

Audi SQ5 durante o Drive Experience da marca alemã

O palco é o Circuito Pan Americano, o moderno campo de provas da Pirelli localizado em Elias Fausto (SP). É lá onde a Audi monta o parque de diversões para felizes clientes desembolsarem R$ 6.500, cada, para um dia inteiro de experiências ao volante de diferentes modelos.

No meu caso – e dos colegas da imprensa presentes na estrutura montada – foi na mesma manhã de apresentação dos últimos lançamentos da Audi no ano. E com duas brincadeiras, ops, experiências, em diferentes pistas do circuito da Pirelli.

Comecei, inclusive, com o pé na porta e sangue nos olhos. A bordo do SQ5, versão esportiva do SUV, já sinto a expectativa de por o motor V6 de 367 cv à prova na pista.

O ronco entusiasma na primeira acelrração, mas quando ganhamos o circuito para a avaliação, em um grupo com dois outros SUVs, o carro madrinha dá um banho de água fria. Acelera pouco e mantém o “trem” com os veículos muito próximos uns aos outros.

Tudo bem que não precisamos levar o SQ5 à velocidade limite de 250 km/h, mas numa pista dessa andar devagar parece meu tio indo de Etios à padaria do bairro. E chegar a 120 km/h na retona parece um desperdício.

Audi SQ5 e sua pegada dinâmica

De qualquer forma, foi possível perceber o ímpeto e a dinâmica do SUV esportivo. Você pisa e o SQ5 responde prontamente com brutalidade, mas com certa dose de gentileza. A direção aponta bem nas curvas.

Ao colocar no modo de condução Dynamic, aquela enfurecida já esperada. Volante mais pesado e o motor passa a trabalhar em giros maiores. O câmbio S tronic faz não só as trocas mais rápidas, como as pontua com deliciosos trancos.

Nas curvas, nem parece que estamos em um SUV com 2,82 m de entre-eixos e mais de duas toneladas. O SQ5 parece grudado no chão e a carroceria comprova uma rigidez impressionante, fruto da moderna plataforma PPC – para veículos a combustão do Grupo VW.

Mudança de hábito

O Audi Q5 também foi para a pista

Depois de três voltas, tiraram o doce da nossa boca, mas ganhamos outro. Nada comparável, já que a versão civil do SUV, o Q5 sem a letrinha esse mágica, é um modelo com outra proposta.

São 272 cv do motor 2.0 turbo que entregam um desempenho bastante inspirador. Mas é aquele negócio: acabei de sair de um SQ5 e as diferenças ficam evidentes, especialmente na dinâmica e nas respostas ao pedal do acelerador.

Mesmo assim, o Q5 é mais que digno na pista, e longe de ser um mero coadjuvante nesse parque de diversões sobre rodas da Audi. Na reta, o motor encheu rápido nas retomadas e já a 2 mil giros toda a força estava disponível para jogar o corpo contra o encosto do banco.

Vale lembrar que o Audi Q5 é um dos finalistas do Prêmio Lançamento do Ano, da Autotmotive Business, na categoria Carro Preferido pelas Mulheres – a marca alemã também concorre com o novo Q7 e com A6 e-tron em outras duas categorias.

Na pista molhada, como se estivesse seca

Mudança de pista e de carro. Em um circuito mais curto, travado com cones e com a pista molhada, começamos no novo SQ6 e-tron. Com dois motores elétricos, obviamente o SUV esbanja agilidade.

O carro demonstra uma fidelidade ímpar aos movimentos do volante e nas curvinhas fechadas desenha bem a pista sem grandes esforços. E como em todo carro elétrico é pisar para sentir todo o poderio dos 517 cv.

E nem parece que jogaram água na pista. O SQ6 e-tron se comporta bem e a suspensão penumática corrobora essa boa estabilidade.

A cereja do bolo

O RS3 Sedan para fechar o dia

Mas faltava aquele ronco do motor de combustão e o ponto alto da diversão ficou por último. Na mesma pista mais curta e com água embarquei no Audi RS3 Sedan já com um sorriso involuntário.

Era a oportunidade de me reencontrar novamente com a variante esportiva do sedã, no mesmo palco, mas em uma ista e situação diferentes. Novamente, o RS3 não desapontou.

Entro forte com o carro numa pequena reta e os exercícios nos obrigam a passar entre duplas de cones. O que para o RS3 Sedan não é qualquer problema.

O volante é bastante direta e precisa. Aqui, a dinâmica é ainda mais privilegiada pelo nível de construção e pelos acertos esportivos na suspensão, direção e freos, além da calibragem do conjunto mecânico.

Depois de bailar firme e como se fosse um kart nas curvas, ganhamos uma reta mais extensa e molhada. Pé fundo no pedal da direita, aquele ronco grave do escapamento e a força G que cola os meus pulmões no encosto.

Os dígitos do quadro de instrumentos eletrônico marcam 158 km/h na curta, mas instigante, reta. Ao fim, aquela sensação de êxtase depois de experimentar mais uma vez o sedã esportivo. E me despeço mais uma vez do Circuito Pan Americano sorrindo… e agradecido.