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Patinetes elétricos triplicam em São Paulo e chegam a mais de 7 mil unidades

Usuários aproveitam veículos para viagens curtas, de até 15 minutos
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Redação AB

29 ago 2025

3 minutos de leitura

A frota de patinetes elétricos na cidade de São Paulo passou de 2 mil veículos em janeiro para 7,1 mil, atualmente. Esse crescimento de 255% representa mais do que o triplo de unidades em circulação desde que o serviço voltou a ficar disponível na capital, em dezembro do ano passado.

Duas empresas estão autorizadas a funcionar na cidade: a Jet, que começou a operar em janeiro com mil unidades e agora está com 5,5 mil (450% a mais), e a Whoosh, que iniciou suas atividades em dezembro também com mil unidades e agora tem 1,6 mil (60% a mais).


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A Whoosh pretende chegar a 3,5 mil veículos nos próximos meses, o que será um aumento de 250% em relação às mil unidades iniciais.

O perfil de quem usa os patinetes elétricos de São Paulo

Segundo informações do “G1”, a Jet, que atua em mais de 20 bairros da capital, o usuário médio tem de 18 a 35 anos e faz viagens de cerca de 11 minutos. Já para a Whoosh, que atende cinco bairros, o perfil médio é de 25 a 45 anos, com viagens de até 15 minutos.

Esses tempos curtos de viagem indicam que os usuários aproveitam o serviço para fazer a última milha, uma questão essencial na mobilidade moderna.

O número de acidentes com os patinetes elétricos também cresceu em São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros paulista, foram 12 acidentes em 2023 e 17, em 2024. Já em 2025, foram 44 acidentes de janeiro a 25 de agosto, o que representa mais do que o dobro de todo o ano anterior.

Os patinetes elétricos se tornaram febre em 2019, quando sua circulação foi liberada na cidade de São Paulo. Em 2020, porém, devido à pandemia e problemas econômicos, todas as empresas que ofereciam o serviço encerraram suas operações.

Em julho de 2024, a prefeitura publicou um decreto atualizando a regulamentação desses veículos e abriu espaço para que novas companhias ingressassem no mercado. Uma das principais novidades foi que, a partir de então, os patinetes não poderiam mais ser deixados nas ruas e calçadas e precisavam ser devolvidos nas estações das empresas.

Ainda de acordo com essas novas regras, os equipamentos só podem transitar por ciclofaixas, ciclovias e em vias com velocidade máxima de 40 km/h. Não é permitida a circulação nas calçadas, o uso por menores de 18 anos e para transporte de passageiros.

A legislação também estabelece que os patinetes elétricos não podem desenvolver velocidade acima de 20 km/h. 

Atualmente, como as operadoras não podem compartilhar os espaços de estacionamento, há disputa pelas autorizações por novas estações. De acordo com as regras da prefeitura, quem apresenta primeiro o projeto de estação para determinado local tem preferência.