
A fábrica e a marca mais icônica da Stellantis na América do Sul, a unidade de Betim (MG) e a Fiat, estão prestes a completar 50 anos de operações mas, antes de se concentrar nos festejos, a montadora tem outros fatos para comemorar.
Afora a liderança no mercado nacional em termos de participação, e de ter no topo do ranking dos mais vendidos no país a picape Fiat Strada, a fabricante também deve encerrar o ano com mais de 1 milhão de veículos vendidos na América do Sul – faltam cerca de 100 mil unidades.
A picape tem forte participação nisso, mas o ano recheado de lançamentos em diversos segmentos ajudou a Stellantis a superar as cerca de 900 mil unidades vendidas na região em 2024.
Foi em 2025, por exemplo, que se consolidaram as vendas dos modelos híbridos da montadora, a chegada da picape média Fiat Titano e o compacto Citroën C3 Aircross.
Se não foram responsáveis diretos, pelo menos essas novidades ajudaram a operação brasileira a aumentar a participação nos negócios da Stellantis no mundo, saltando de 12% para 15% entre 2024 e 2025.
Claro, se a operação local passou a ter mais fatia no bolo, outras regiões acabaram perdendo espaço para que isso acontecesse. 2025 não foi fácil para a empresa nos Estados Unidos, por exemplo.
De forma que o mercado brasileiro seguiu sendo por mais um ano uma espécie de porto seguro para a empresa, que seguirá investindo na por aqui para manutenção desse cenário.
No ano que vem, segundo o presidente da companhia na América do Sul, Herlander Zola, devem ser incorporados à oferta regional da empresa no ano que vem seis modelos híbridos: quatro produzidos em Goiana (PE), um em Porto Real (RJ) e outro em Betim.
Stellantis não quis ruído com o Fiat Panda
Há outros dez lançamentos no horizonte, provavelmente versões de modelos que já foram lançados, e também a chegada de um modelo elétrico da marca parceira Leapmotor e o Jeep Avenger.
Sem mencionar o tão aguardado Fiat Panda, que foi apresentado à imprensa nacional na Europa e que já circula em testes no Brasil. Sua ausência no Salão do Automóvel, muito sentida pela público, foi explicada por Zola:
“Não queremos provocar ruído no mercado. Trazer o modelo para o salão só iria aumentar as especulações em torno do modelo”, comentou o executivo na segunda-feira, 8. Com tantas novidades à frente, impossível não chamar atenção.
