logo

Bridgestone

Pneus sem ar da Bridgestone estreiam no Japão

Componente tem estrutura de resina flexível e vem sendo usado apenas em velocidade controlada de até 20 km/h

Author image

Redação AB

15 jul 2026

2 minutos de leitura

A Bridgestone iniciou a operação comercial dos seus pneus sem ar AirFree. Em desenvolvimento há quase duas décadas, os componentes passam a equipar uma frota de veículos autônomos usados no transporte de idosos no Japão.

O uso do pneu marca a estreia da tecnologia fora do ambiente de testes da própria fabricante. Nessa aplicação, os pneus são instalados em carrinhos de golfe alongados que circulam em trajetos controlados e em baixas velocidades.

Segundo a própria Bridgestone, o uso é ideal para a primeira aplicação comercial da tecnologia, que troca o ar pressurizado por raios de resina termoplástica reciclável revestidos por uma fina camada de borracha. Os pneus, que têm a parte interna em azul, podem ser recauchutados ou reciclados.

Carro autônomo roda em ruas do Japão com pneus AirFree

Antes de ser utilizada fora dos campos de testes, a Bridgestone afirma que precisou desenvolver uma estrutura mais flexível, capaz de distribuir melhor as cargas aplicadas sobre os pneus. O material substitui a resina rígida que vinha sendo usada até então.

Velocidade máxima

Em outra aplicação, os pneus AirFree foram instalados em carros autônomos avaliados em testes por jornalistas, com velocidade limitada a 20 km/h.

Apesar de já ter passado da fase experimental, a atual terceira geração da tecnologia AirFree da Bridgestone ainda parece longe de equipar carros de passeio.

O objetivo da marca ao desenvolver os pneus sem ar é reduzir o impacto ambiental da fabricação e da manutenção de pneus. A Bridgestone não determinou se há planos para ampliar a produção dos pneus, mas garante que estuda modelos de negócio compatíveis com o componente.

Pneus na Lua

Os pneus sem ar também podem ser usados fora da Terra. A marca desenvolve a tecnologia para aplicação em veículos usados na exploração da Lua. Os componentes têm a mesma proposta, mas usam metal em sua estrutura.

A escolha foi feita uma vez que a borracha usada nos pneus convencionais se deteriora nas condições de exposição à radiação e à grande variação de temperatura na superfície do satélite.