
A produção de caminhões realizada no país no acumulado do ano até agosto caiu 1%, comparando com o volume produzido em igual período em 2024. Segundo balanço da Anfavea, saíram das linhas nos oito meses do ano 88,5 mil unidades.
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Apenas em agosto, a produção somou 10,1 mil unidades, 23% a menos do que em agosto do ano passado e 16% a menos do que em julho.
Desempenho alterou rotina nas fábricas
O desempenho caótico, que levou fábricas a reorganizarem cronograma de produção, e até a Anfavea a debater o assunto com o governo federal, é fruto de um cenário adverso de juros que resulta em financiamentos mais difíceis de se contratar.
O PIB em crescimento considerado mais lento, e a redução das atividades no agronegócio, o principal cliente de caminhões pesados no mercado doméstico, também são fatores que complicam as vendas e reduzem o ritmo de produção.
Exportações salvam o balanço
O resultado poderia ser pior não fossem as exportações, que somaram 19 mil unidades no acumulado do ano até agosto e ajudaram a manter os atuais patamares nas linhas de montagem.
Os dados da Anfavea, com base no Renavam, mostram que os licenciamentos de caminhões somaram 74,3 mil unidades até agosto, resultado que é cerca de 7% inferior ao visto em igual período no ano passado.
Apenas em agosto, os emplacamentos somaram 8,9 mil unidades, menos 22,6% ante agosto do ano passado e 16% a menos na comparação com o volume vendido em julho.
