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Exportações para a Argentina ajudam a sustentar a produção brasileira de veículos

Volumes enviados para o país vizinho crescem três dígitos e Anfavea aposta em sequência de alta
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Fernando Miragaya

07 jul 2025

2 minutos de leitura

A Argentina tem sido o oásis para a produção de veículos do Brasil. Isso porque enquanto o mercado interno desacelera, os volumes embarcados para o nosso principal parceiro comercial seguem em alta expressiva.

Segundo balanço revelado pela Anfavea nesta segunda, 7, as exportações totais de veículos no semestre somaram 264,1 mil unidades. Quase 60% a mais que o anotado no janeiro a junho de 2024.

Deste volume, mais da metade, ou 157 mil carros, foram enviados para a Argentina. O que representa incremento de 186% em relação aos embarques para o país vizinho na primeira metade do ano passado.

Exportações de veículos têm de avançar além da Argentina

Só no recorte de junho, as exportações para a Argentina tiveram alta de quase 69% na comparação com maio.

“É um crescimento bastante robusto, inclusive que tem sustentando o nível da nossa produção”, reconhece Igor Calvet, presidente da Anfavea.

A entidade projeta sequência de alta nas exportações para a Argentina no segundo semestre. E estima que o mercado doméstico do vizinho deve fechar o ano entre 600 mil e 650 mil unidades – só na primeira metade do ano as vendas por lá cresceram 80%.

“Projetamos esse crescimento também para o ano que vem, mas temos que entender que não podemos ter todo nosso excedente produtivo para a Argentina. Precisamos aumentar os embarques para outras regiões, sobretudo na América do Sul”, afirma Igor Calvet.

A Colômbia foi o país que registrou a segunda maior alta de veículos brasileiros no semestre, 38%, com quase 20 mil unidades. Já o Chile comprou mais de 12 mil carros (+34%).

Em contrapartida, o México registra queda. De janeiro a junho foram embarcados para lá quase 37 mil unidades, menos 18% em relação ao semestre inicial de 2024.