
O setor automotivo global passa talvez pelo momento mais transformador de todos os tempos. Montadoras, fornecedores e distribuidores lidam com mudanças em várias áreas a ponto de remoldar o negócio para algo nunca antes visto – mas que será visto no Automotive Business Experience #ABX25, em setembro.
As mudanças não ocorrem apenas no coração dos veículos, com a aparição de novos tipos de propulsão. Mas também na relação de consumo e como que tudo isso dialoga com o meio ambiente.
E na esteira do aniversário de três décadas da Automotive Business, o painel “Os próximos 30 anos: Como o setor da mobilidade deve encarar a era das multi transições” vai abrir o #ABX25 no São Paulo Expo eprojetar quais serão as principais tendências para as próximas décadas na indústria e mercado locais.
O painel ocorrerá no palco principal do maior evento do setor automotivo do país. E já tem presenças confirmadas de Ricardo Gondo, presidente da Renault, Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen, e Marcos Calliari, CEO da Ipsos.
Híbridos dominam o debate
Dentro deste panorama, talvez o tema mais palpitante, que inclusive já de certa forma domina o debate, é o advento dos veículos híbridos e como eles vão ser protagonistas na transição elétrica no sul global.
“Os híbridos trazem uma série de desafios para a indústria a para os distribuidores como um todo”, disse o consultor David Wong, da Alvarez & Marsal. “Afora as questões ligadas à tecnologia em si, tem também discussões relacionadas ao custo de produção”, disse Wong.
A lógica por trás da afirmação versa sobre como as montadoras terão de articular o desenvolvimento desses veículos, uma vez que eles deverão ter preços que cabem no bolso do consumidor brasileiro.
Não se trata apenas, portanto, de como encontrar maneiras que reduzam o custo produtivo dos componentes desses veículos na cadeia. Trata-se também de como adequar isso à realidade financeira da classe média.
A ofensiva chinesa no sul global
Essa questão do custo, por exemplo, implica também na sobrevivência das montadoras locais no futuro, considerando que competidores asiáticos já estão em solo nacional com produtos cujos preços têm aderência a essa tal realidade.
A China, como já é de conhecimento geral, tem uma escala de produção muito maior do que a da maioria dos países que mantém fabricação de veículos. Tem também menores custos industriais e, talvez mais importante, suporte do governo local com políticas de fomento às exportações.
Dito isso, seguiu o consultor David Wong, as fabricantes nacionais precisarão rever as suas políticas de preços, margens e posicionamento de produto para competir. Assim como seus fornecedores.
Por conta desse cenário, uma forte tendência para os próximos anos por aqui seria a antecipação de projetos de eletrificação que antes estavam previstos para ocorrerem no médio ou longo prazos. Sem mencionar, claro, a nacionalização da produção de veículos eletrificados.
Baterias nacionais mais baratas
Nessa onda da localização de veículos elétricos, poderão chegar também mais linhas de montagem de baterias por aqui. O que reduzirá, assim, o custo de produção desses modelos.
Por outro lado, como sempre, há desafios a serem superados. Ainda falta no país uma cadeia de fornecimento de matérias-primas processadas. Não beneficiamento local, por exemplo, do lítio que é extraído na região.
Além disso, o Brasil ainda é muito dependente da importação de insumos químicos que são fundamentais para a fabricação de células, e também há um baixo domínio tecnológico nacional.
Preços que cabem no bolso do consumidor
Por fim, outra tendência apontada pelo consultor ouvido por AB como tema de discussão na indústria automotiva é a adequação do preço dos veículos novos, recheados de novas tecnologias, ao bolso do freguês brasileiro.
Isso vai exigir, segundo David Wong, uma combinação de inovação em engenharia de custos, revisão tributária, maior escala produtiva de componentes, regulação mais flexível e incentivos governamentais.
E para fcar por dentro desses próximos 30 anos da indústria automotiva se inscreva aqui no #ABX25.
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