
Em um cenário considerado desafiador, a Randoncorp fechou 2025 com receita líquida de R$ 13,1 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior.
O resultado foi impactado pela desaceleração do mercado nacional de semirreboques e de caminhões, mas as vendas ao mercado externo ajudaram a sustentar o crescimento.
O EBITDA ajustado da empresa foi de R$ 1,6 bilhão, com margem EBITDA ajustada de 12,2%.
Receita da Randoncorp foi impactada pelo mercado de pesados
O ano foi marcado pelas altas taxas de juros no Brasil, a retração dos segmentos de autopeças para OEMs e de semirreboques no mercado nacional, e incertezas políticas e econômicas globais.
No mercado de caminhões, a empresa teve redução na demanda de seus principais clientes ao longo do ano e, no último trimestre, atingiu o pior resultado com queda de 34% na produção em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo a empresa, o impacto da desaceleração do mercado doméstico foi atenuado pela ampliação de sua presença internacional e pela implementação de novas unidades operacionais em Mogi Guaçu (SP).
Para 2026, a Randoncorp projeta uma receita líquida consolidada entre R$ 12,5 e R$ 14 bilhões, com margem EBITDA entre 12% e 14%.
Companhia registra leve queda no último trimestre
No último trimestre, a receita líquida foi de R$ 3,2 bilhões, redução de 1,5% em comparação ao mesmo trimestre de 2024.
O EBITDA ajustado dos últimos três meses chegou a R$ 329,5 milhões, com margem EBITDA ajustada de 10,3%.
Segundo a Randoncorp, o trimestre foi impactado pela menor diluição dos custos fixos diante da redução na produção, além de efeitos sazonais e paradas produtivas acima do normal.
Já as vendas no mercado externo cresceram 41,1% no último trimestre, impulsionadas especialmente pelas aquisições recentes da Dacomsa, EBS e AXN, que adicionaram R$ 428,3 milhões à receita do período.
Além disso, a nova operação da Suspensys em Mogi Guaçu, com vendas de eixos dianteiros à Mercedes-Benz, somou R$ 132,7 milhões em receitas no trimestre.