
As vendas de caminhões e ônibus caíram quase 30% no primeiro bimestre de 2026. A queda foi de 29,4% frente aos dois primeiros meses do ano passado.
Se serve de consolo, os resultados de vendas de fevereiro cresceram 4,5% sobre janeiro.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os resultados nesta sexta-feira, 6.
Emplacamentos e exportações de caminhões em queda
Os emplacamentos de caminhões totalizaram 13,1 mil unidades no primeiro bimestre de 2026.
Houve queda de 28,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os licenciamentos chegaram a 18,4 mil.
No resultado entre meses, foram 6,7 mil emplacamentos em fevereiro de 2026 contra 6,4 mil em janeiro. Aqui, o crescimento foi de 3,3%.
As exportações chegaram a 2,3 mil unidades no primeiro bimestre de 2026. A queda em comparação com o mesmo período de 2025 foi de expressivos 31,6%.
No resultado mensal, foram 1,2 mil unidades em fevereiro de 2026 contra 1,1 mil unidades exportadas em janeiro. Com isso, houve alta de 5,7%.
A produção de caminhões caiu 27% nos dois meses iniciais de 2026, quando 14,6 mil unidades foram fabricadas. No começo de 2025, o setor de caminhões produziu 20 mil unidades.
O resultado foi positivo na comparação entre meses: 7,8 mil unidades produzidas em fevereiro ante 6,8 mil em janeiro de 2026.
Resultado bimestral também é ruim no setor de ônibus
Nos ônibus, a queda nos emplacamentos do bimestre foi de 33,4%. O volume foi de 2.486 unidades nos dois primeiros meses de 2026 contra 3.735 licenciamentos entre janeiro e fevereiro de 2025.
Em fevereiro de 2026, houve 1.306 emplacamentos de ônibus ante 1.180 em janeiro do mesmo ano. A alta foi de 10,7%.
O número de unidades exportadas no primeiro bimestre do ano chegou a 651 unidades, menos do que os 786 ônibus enviados para fora no mesmo período de 2025. Com isso, houve queda de 17,2%.
No resultado mensal, foram 342 unidades contra 309 unidades. Ou seja, alta de 10,7%.
Em relação à produção, o setor fabricou 4.523 unidades nos dois primeiros meses deste ano. Aqui, houve um raro crescimento de 5,4% ante o mesmo período de 2025, quando a indústria produziu 4.291 unidades.
As boas notícias também surgem no resultado mensal. Foram 2.703 unidades produzidas em fevereiro de 2026 contra 1.820 em janeiro. No fim das contas, a alta chegou a 48,5%.
Anfavea segue otimista e Move Brasil é a razão
A Anfavea mantém o otimismo, apesar do revés nos dois primeiros meses do ano.
A perspectiva de recuperação se deve ao programa Move Brasil, de incentivo à renovação de frota por meio de taxas de financiamento reduzidas.
A associação diz que “os reflexos já começam a ser sentidos no segmento de caminhões”.
Mais de R$ 4 bilhões em financiamentos já foram liberados pelo BNDES para troca de modelos antigos por seminovos ou 0 km.
