
A mais nova postulante a rival da Fiat Toro entrou no forno. Revelada em setembro, a Renault Niagara começou a ser produzida para valer na planta de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, e será lançada no Brasil até o fim do ano.
Feita sobre monobloco e em cima da Renault Global Modular Platform (RGMP), mesma arquitetura modular que equipa os SUVs Kardian e Boreal, a Niagara vai brigar na categoria de picapes intermediárias. Ou seja, no mercado em que a Toro sobra.
Detalhes mecânicos da Niagara
Para tal, a Renault vai se valer de uma mecânica rebuscada. A suspensão traseira, por exemplo, é independente do tipo multibraço, tal qual a adversária da Fiat. Além disso, a Niagara também terá opção de tração 4×4.
O conjunto mecânico da Renault Niagara é o mesmo do Boreal. Motor 1.3 turbo flex com 163 cv (etanol) e 156 cv (gasolina) e torque máximo de 27,5 kgfm. O câmbio é o automatizado de dupla embreagem. A expectativa é que o modelo tenha versões híbridas leves.
A carga útil da Renault Niagara é de 654 kg, enquanto a caçamba tem volume para 900 litros.
Fábrica na Argentina foi modernizada para a picape
Segundo a Renault, a produção da Niagara na Argentina demandou uma modernização significativa da fábrica de Córdoba. Ao todo, 278 projetos, desde obras de infraestrutura e manutenção até melhorias nos processos produtivos, foram realizados.
A fabricante também garante que foram incorporados mais de 60 robôs para o início da produção de carrocerias da Renault Niagara na Argentina. Ao todo, foram investidos € 350 milhões na unidade.
A produção da picape faz parte do plano futuREady da montadora francesa, que promete 14 novos modelos em mercados fora da Europa até 2030.