
A Tesla é alvo de mais um processo devido ao seu sistema semi-autônomo de condução. A empresa de Elon Musk está sendo processada por um rapaz que perdeu seus pais e a irmã a bordo de um Model S, em setembro de 2024, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A acusação alega que falhas no Autopilot, sistema de piloto automático do veículo, causaram a tragédia.
A ação por homicídio culposo foi movida na segunda-feira, 23, no tribunal de Nova Jersey, por Max Dryerman. No ano passado, ele perdeu seus pais David Dryerman, 54 e Michele, 54; e sua irmã mais nova Brooke, 17, num acidente em uma rodovia quando voltavam de um festival de música.
O que diz o processo contra a Tesla
A denúncia alega que falhas no piloto automático fizeram o carro da família desviar da faixa de rodagem e não aplicar a frenagem de emergência, resultando no acidente.
O processo afirma também que a Tesla não avisou que o carro era inseguro, citando uma declaração de Elon Musk de que o Autopilot era “provavelmente melhor” do que motoristas humanos.
“Milhares de motoristas da Tesla confiaram na tecnologia ADAS da Tesla como se ela fosse capaz de conduzir de forma segura e totalmente autônoma, com pequenas atualizações de software, quando, na verdade, ela é incapaz de lidar com segurança com uma variedade de cenários rotineiros nas estradas sem a intervenção do motorista”, diz a denúncia.
Tesla tem centenas de acidentes por falhas no piloto automático
Há muito tempo a Tesla enfrenta questionamentos sobre a segurança do seu sistema de piloto automático. Em um dos casos mais recentes, a montadora é investigada por quatro colisões causadas por falhas no Autopilot.
Entre 2023 e 2019, ocorreram 736 acidentes nos EUA com veículos da Tesla com piloto automático, segundo dados da agência de segurança viária dos EUA, a NHTSA.