
A entrada de fabricantes chinesas no mercado brasileiro tem pressionado cada vez mais fornecedores de peças que já atuam no país a buscarem novos investimentos para se manterem competitivos.
A divisão de molas e estabilizadores da Thyssenkrupp é um exemplo que ilustra bem o cenário. A empresa recentemente instalou um novo forno industrial na fábrica que mantém em Campo Limpo Paulista (SP).
Segundo a empresa, o uso do equipamento amplia a capacidade produtiva da linha de barras estabilizadoras de 370 kg/h para 2.100 kg/h.
Ele será utilizado na fabricação de componentes que integram o sistema de suspensão. O novo equipamento opera de forma automatizada, com controle de temperatura, pressão e fluxo de ar e água, de acordo com cada tipo de produto.
A fabricante não informou qual é o nível atual de utilização da capacidade desse novo forno. Também não revelou quanto investiu no equipamento.

Reação ao avanço das chinesas
Segundo o gerente de engenharia e inovação de veículos comerciais, Ricardo Guedes, a aquisição faz parte do plano que a empresa executa há alguns anos para adequar seus ativos às demandas futuras no mercado doméstico.
“Esse mercado é cada vez mais desafiador com os asiáticos atuando muito forte no mundo todo. Com o ganho de competitividade e qualidade, queremos ter oferta em mercados onde ainda não atuamos, como a Europa, por exemplo.
Ele cita que a participação de fabricantes da Ásia no Brasil tem sido um dos desafios enfrentados pela empresa para expandir com mais velocidade.
“Eles estão cada vez ganhando mais espaço, existe uma abertura do governo para que isso seja atrativo ao público. Isso está tornando o nosso mercado cada vez mais desafiador, mas isso é bom porque cria iniciativas como a nossa de investir em equipamentos”, completou.
