
Uma mobilização de funcionários parou nove fábricas da Volkswagen na Europa. Os trabalhadores entraram em greve em protesto contra a ameaça da montadora alemã de cortar empregos e salários.
Na última semana de novembro, o sindicato dos trabalhadores fez propostas ao grupo alemão para evitar e/ou minimizar demissões. Entre elas, o adiamento do pagamento dos bônus.
Na ocasião, a fabricante deixou nas entrelinhas que tais ações não seriam suficientes. Diante do impasse, nesta segunda, 2, trabalhadores da Volkswagen entraram em greve em pelo menos nove fábricas do país.
Nova rodada de negociações vai definir futuro do movimento
Além das plantas em Wolfsburg e Hannover, foram registradas greves nas fábricas da Volkswagen na Alemanha em Emden, Salzgitter e Brunswick.
Segundo o sindicato dos metalúrgicos IG Metall, as paralisações podem ter caráter temporário e vão acontecer até o dia 9, quando está agendada outra rodada de negociações.
“Quanto tempo e quão intenso esse confronto precisa ser é responsabilidade da Volkswagen nas negociações”, disse Thorsten Groeger, responsável do IG Metall pelas intermediações entre trabalhadores e montadora.
Os funcionários reclamam de uma inflexibilidade por parte da montadora. E dizem que os acionistas também precisarão fazer seus sacrifícios no que diz respeito aos dividendos.
O IG Metall diz que as sugestões oferecidas pelos trabalhadores em novembro, como o adiamento dos bônus e redução de banco de horas, economizariam € 1,5 bilhão. De acordo com o sindicato, a Volkswagen rejeitou a proposta.
“Os sinais enviados recentemente pela direção não são encorajadores”, afirmou Daniela Cavallo, chefe do conselho de trabalhadores da Volkswagen, à imprensa europeia.
Volkswagen diz que precisa voltar a ser competitiva
A fabricante segue na questão de que precisa fazer um corte salarial de 10%. A justificativa é reduzir custos, aumentar o lucro e defender a participação de mercado em meio à concorrência chinesa.
A Volkswagen também não descarta o fechamento de fábricas na Alemanha, nesta que é considerada sua pior crise em quase 90 anos de história.